Texto por Colaborador: A. Rother 30/07/2026 - 00:30

Leonardo Jardim não escondeu a insatisfação com parte do desempenho do Flamengo no empate por 1 a 1 com o Internacional, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, pela 21ª rodada do Brasileirão. O técnico foi crítico com o primeiro tempo e cobrou mais intensidade da equipe desde o início das partidas.

"A primeira parte não foi boa, principalmente no jogo ofensivo. Não conseguimos ligar o jogo. Tivemos alguma dificuldade em criar, tivemos posse de bola e lateralizamos muito o jogo, mas em termos reais e de efetividade não conseguimos. No segundo tempo tivemos mais efetividade, mas não foi o suficiente para o que pretendíamos", avaliou o treinador.

Questionado se a postura do Inter o surpreendeu, Jardim foi direto: "Não, esta equipe do Inter já mostrou qualidade. Estava em um momento difícil, empatamos no primeiro turno e hoje também. O futebol é assim, as coisas mudam rapidamente. Não há maus momentos que durem e nem bons que durem para sempre. Temos de gerir essas situações."

O técnico também abordou a questão do meio-campo, citando a ausência de jogadores e as alternativas disponíveis: "Com certeza o Jorginho não está no melhor momento, todos sabem sua capacidade. Mas o Nico também não estava conosco e é um jogador que pode substituir ele. Hoje dei alguns minutos. Outro que pode jogar em uma fase importante da equipe de número 8 e é de extrema qualidade é o Paquetá. Com certeza quando estiverem todos disponíveis podemos fazer uma rotatividade. Vamos ter melhores soluções, sabemos da importância do Jorginho, mas também sabemos que temos outros jogadores que, quando um está abaixo, eles podem completar e neste momento não temos."

Jardim voltou a cobrar do grupo a postura agressiva do início das partidas, que o Flamengo havia apresentado antes da parada para a Copa do Mundo: "Uma das coisas que falei aos jogadores no início do jogo foi esse aspecto, o primeiro tempo difícil contra o São Paulo. Mas citei que antes da parada da Copa do Mundo éramos uma equipe que entrava muito forte nos jogos, acabávamos por fazer muitos gols no início porque éramos dominantes e 'pressionantes'. Esse é mais o meu estilo, mas não temos conseguido. Hoje voltei a bater nessa tecla da importância de sermos incisivos e entrarmos mais fortes nos jogos. Depois de juntar os grupos ainda não conseguimos fazer isso, mas para mim é importante na minha forma de entender a grandeza do clube e da equipe que treino é sermos fortes e incisivos logo inicialmente. Temos que encontrar outra vez essa forma de ação que tivemos antes da Copa."

O técnico também explicou a fragilidade do período pós-Copa, reconhecendo as dificuldades de reintegração dos convocados: "Essas palavras estão relacionadas principalmente a esta paralisação. Tivemos 10 jogadores fora. Apresentamos uma determinada performance até o jogo contra o Coritiba. Depois, tivemos um grupo treinando durante 30 e tantos dias e outro grupo que esteve fora, trabalhando com outros treinadores, outras ideias e outros comportamentos, e que só chegou agora." E completou: "Depois do retorno desses jogadores, ainda não conseguimos ajustar a equipe, porque também não tivemos tempo para treinar. Foram 10 dias com três jogos, ou uma semana com três partidas. Por isso, temos que aproveitar ao máximo este período que teremos agora para voltar a ajustar o grupo em sua totalidade, de forma que as ações sejam mais bem interpretadas e que a qualidade do jogo retorne ao nível que apresentamos em uma primeira fase, quando tínhamos todo o grupo à disposição."

O Flamengo agora terá vários dias de folga no calendário e só volta a campo em 9 de agosto, diante do Vitória, às 19h30, no Maracanã.

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