Conmebol / DivulgaçãoSegundo informações do portal Correio do Povo, publicada nesta quarta-feira (1), no momento que a Conmebol anunciou a paralisação da Libertadores até o dia 5 de maio, a entidade trabalhava com um cenário positivo quanto à pandemia de coronavírus no continente sul-americano. Ainda não há uma previsão em relação a uma nova data para o reinício da competição, mas a entidade vai estender esse prazo nos próximos dias. Todos os dez países apresentam crescimento no número de casos de coronavírus e, além disso, há movimentos que deixam claro que o futebol não retornará tão cedo. No Brasil, por exemplo, os principais clubes, incluindo a dupla Gre-Nal, concederam férias aos jogadores a partir de hoje.
No momento, até mesmo as fronteiras entre os países estão fechadas na tentativa de conter o avanço da Covid-19. A Conmebol, inclusive, antecipou até 60% dos valores das cotas por participação na fase de grupos para amenizar a crise financeira dos clubes. Grêmio e Inter recebem 3 milhões de dólares pelos três jogos em seus respectivos estádios.
Além da Libertadores, todas as demais competições estão paralisadas. Mais do que os problemas econômicos, haverá um acúmulo de jogos quando as autoridades sanitárias liberarem os grandes eventos esportivos. “A ideia é a realização das competições no mesmo formato”, diz o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior. Segundo ele, uma reunião na terça-feira entre CBF e clubes vai discutir possíveis soluções para o calendário.
“Se for preciso, podemos ir até janeiro de 2021”, diz o gremista. A maior dor de cabeça no momento diz respeito aos Estaduais. Muitas equipes do Interior não terão condições de manter seus plantéis. “A nossa posição é de concluir o Gauchão no campo, salvo situações intransponíveis de saúde relacionadas à pandemia”, comenta Bolzan.
No Inter, ambos os assuntos − a falta de futebol e a consequente queda drástica nas receitas dos clubes − preocupam muito. Na opinião dos colorados, é preciso encontrar uma solução que mantenha todas as competições no calendário, mesmo que seja preciso finalizá-las em 2021. “Todo mundo que faz futebol precisa se sentar e encontrar a melhor solução. É difícil, mas é preciso”, enfatiza o vice de futebol, Alessandro Barcellos.
Inter e Grêmio defendem a manutenção das competições, principalmente, por um motivo: se elas não acabarem ou ficarem mais curtas, as cotas de TV, que significam pelo menos 30% das receitas dos clubes, não serão pagas em sua totalidade.
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