Texto por Colaborador: A. Rother 26/08/2026 - 02:00

Dívidas com órgãos governamentais, jogadores, treinadores e até outros clubes. Esse é o cenário encontrado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) após receber, no fim de julho, as prestações de contas dos clubes das Séries A e B. Mais da metade dos 40 times apresentou algum tipo de débito relacionado ao futebol brasileiro.

Criada neste ano, a ANRESF estabeleceu três períodos anuais para verificar a situação financeira dos clubes. O primeiro, inicialmente previsto para o fim de março, sofreu dois adiamentos e acabou encerrado em 11 de maio, a pedido das equipes. O segundo teve como data de corte 30 de junho, enquanto a última análise de 2026 será realizada no fim de novembro, considerando as dívidas existentes até 31 de outubro.

Apesar do número elevado de clubes com débitos nas duas principais divisões do futebol nacional, a agência estabeleceu um período de adaptação para as dívidas antigas, válido até 30 de novembro de 2026. Até essa data, débitos anteriores ao início deste ano podem gerar apenas uma advertência.

A situação é diferente para as novas obrigações. Para dívidas contraídas a partir de 1º de janeiro de 2026, o regulamento da ANRESF prevê uma série de punições progressivas.

Recentemente, o São Paulo foi notificado e recebeu a ameaça de sofrer um transfer ban por causa de uma dívida relacionada à contratação do meio-campista Djhordney.

As sanções previstas pela agência são:

* Advertência pública
* Multas financeiras
* Retenção de receitas
* Transfer ban
* Perda de pontos
* Rebaixamento
* Cassação da licença

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