Texto por Colaborador: Redação 10/09/2022 - 20:38

A Academia do Povo venceu o Cuiabá por 1 a 0 neste sábado no Beira-Rio, com um gol de Alemão na etapa final da partida. O técnico Colorado Mano Menezes falou sobre a partida e respondeu as perguntas dos jornalistas. Confira os principais trechos.

DECLARAÇÕES:

Vitória e atuação: “Não vi problema nenhum dele no jogo, zero. Não vi problema nenhum do Edenílson no jogo. Fez tudo que deveria fazer. Entrou bem, como deveria entrar. Era um momento diferente do jogo, eles arriscaram um pouco mais. Tivemos que preencher mais o meio e as coisas foram bem até o final. O Inter resolveu o jogo de maneira bem resolvida. Fomos muito superiores. Tivemos a bola, construímos chances, mas às vezes o futebol tem aqueles caprichos. A bola demora a entrar e cria uma ansiedade, mas mostramos maturidade para conviver com jogos como esse. Acho que as coisas foram bem até o final. Estamos mais convictos, temos uma identidade de equipe e o torcedor está gostando".

“Só faltou o gol. Construímos bem. Estamos nos tornando mais conscientes, para enfrentar times mais fechados. Nunca nos faltou qualidade, nos faltava um trabalho mais completo. Tínhamos outras emergências, como parar de tomarmos gol".

“Não somos melhores que todo mundo e de vez em quando não vai dar para vencer. Mas, já estamos melhores, mais convictos do que queremos ser, com uma identidade. E acho que o torcedor está gostando do que está vendo (...) Voltamos a acreditar em nós mesmo, nem sempre seremos melhores que os adversário... Mas estamos melhores como grupo, e o torcedor percebe isso."

“Eliminações como a do Melgar já te deixa diferente. É duro. Não adianta ficar olhando pra trás. O grupo se fortaleceu, ofereceu opções. Estamos muito melhores do que estávamos naquele momento”.

Escolha pelos XI: "É importante que as pessoas entendam que o Johnny é mais volante que o Edenilson, o De Pena nunca foi volante. Hoje como não tinhamos o De Pena, baixamos o Johnny um pouco. Sabíamos o adversário que iriamos enfrentar (...) Tivemos a resiliência de escolher aqueles que nós achamos que são melhores. Se não já vaia um aqui, se perde um ali e depois o torcedor do Inter fica enxergando os jogadores que saíram indo bem em outros lugares. Todos os jogadores estão sendo importantes, inclusive o Edenilson."

Torcida: “Hoje o torcedor foi bastante participativo, bastante positivo. Quanto mais positivo ele estiver ao lado da equipe, certamente estaremos mais fortes. Sempre falo que os adversários são os outros, não a gente mesmo.”

Poder lutar pelo título: “O tamanho da ambição vai ser começada a medir agora. O quanto queremos e temos condições de nos superarmos para entregar mais. Não podemos nos contentar com que já conquistamos. Esse grupo já pode mais (...) Acho que ainda podemos nessa temporada, ambicionarmos o que é da grandeza do Internacional. O que eu quero é o que o torcedor quer. Estar entre os primeiro, para poder querer ser campeão.”

Campanha: "Quando cheguei aqui, se tinham teorias sobre o futuro do Inter no Brasileirão, espantamos isso com 12 rodadas de antecedência (...) Nossa equipe tem sido muito constante, tanto em casa quanto fora. Tínhamos a quarta ou terceira melhor campanha como mandante, e quarta como visitante. É uma equipe madura, que sabe se comportar fora de casa também.”

Renovação: "A continuidade no trabalho é importante, mas ela só acontece quando os resultados positivos vêm. Impossível criar um ambiente favorável sem vitórias. Podemos entregar mais, não podemos nos contentar com o que a gente já conquistou. Esse grupo já pode mais. Para continuar aqui, podemos nessa temporada ambicionar mais. Eu quero que o Inter esteja sempre entre os primeiros. Só estando entre os primeiros podemos ser campeões novamente".

Sobre Alemão: "É a evolução como o futebol propõe, principalmente para aqueles que trabalham. Ele é extremamente inteligente, recebe as informações. Ele tem uma força de vontade, dedicação e muita força física (...) No treino de ontem, mostrei a eles que estávamos chegando muitas vezes no último terço e faltava uma movimentação mais adequada para dar opção ao meia. Na primeira jogada, Alemão fez a movimentação que fizemos no treino.”

Vitão: “Ele vem demonstrando para todo o Brasil, de forma meio surpreendente, porque conhecíamos pouco. Demonstrando ser um zagueiro muito bom. Certamente se jogasse no centro do país, poderia ser lembrado para coisas maiores.”

Dupla Vitão e Mercado: “Os dois jogadores casaram bem. Já diziam os antigos treinadores, que isso é importante, eles se complementarem. Se respeitam muito, se ajudam muito. Construímos um sistema defensivo bom, acredito muito no sistema.”

Entrada de Pedro Henrique na vaga de Wanderson: “Pedro está aí exatamente para isso, tem entregado bem. A única coisa que fizemos foi utilizar ele pela direita porque acreditamos que rende melhor por ali.”

Wanderson: “Uma alteração que não estava prevista. Essa semana, ao logo dos trabalhos, sentiu um leve desconforto e hoje voltou a sentir um pouco. Conhecendo o jogador, como já aconteceu lá atrás, você não repete o mesmo erro.”

Alan Patrick e Maurício juntos: "Quando uma equipe se desenvolve e está segura, ela acena para o treinador que pode jogar de diferentes maneiras. Johnny é mais volante que Edenilson. De Pena nunca foi volante na vida (...) Hoje não tínhamos De Pena, baixamos Johnny para uma função mais de contenção. Colocamos dois meias porque sabíamos que tipo de adversário iríamos enfrentar. Tínhamos que ter um jogo mais por dentro (...) Tínhamos que tentar desorganizar a defesa deles, tirar algum dos zagueiros do lugar. Atrair para depois atacar o espaço pela beirada, acho que fizemos muito bem no primeiro tempo.”