Texto por Colaborador: Redação 13/03/2026 - 17:20

A fragilidade defensiva do Inter já dura tempo demais. Na derrota para o Atlético-MG pelo Brasileirão, o Colorado chegou a 15 partidas seguidas cedendo gols diante de adversários da Série A. Para encontrar a última vez em que saiu invicto do aspecto defensivo nesse recorte, é preciso voltar a novembro do ano passado: um 0 a 0 com o próprio Galo, na 31ª rodada do Brasileirão 2025. Desde então, foram sete jogos e sete vezes a bola entrando na rede — até nas vitórias sobre Ceará (2 a 1) e Bragantino (3 a 1).

A temporada passada já havia escancarado o problema. O time sofreu 79 gols em 62 partidas, sendo 57 apenas no Brasileirão — o pior número da história do clube na era dos pontos corridos. E 2026 não começou diferente. Em oito jogos contra equipes da elite nacional, o Inter levou gol em todos. Os três clássicos gaúchos pelo Gauchão (vitória por 4 a 2, derrota por 3 a 0 e empate em 1 a 1) e as cinco rodadas do Brasileiro confirmam a sequência. No campeonato nacional, o aproveitamento é zero: três derrotas, dois empates e nenhuma vitória — o pior arranque da história do clube no formato de pontos corridos.

Para agravar o cenário, o retrospecto de Paulo Pezzolano contra times da Série A é alarmante: em três temporadas no futebol brasileiro — duas pelo Cruzeiro e agora esta pelo Inter —, são 17 jogos e apenas uma vitória.

O paradoxo, porém, está nos números ofensivos, que impressionam pela falta de efetividade mas também dão evidência ao seu trabalho. O Inter é o time com mais finalizações (91) e mais chances criadas (72) no Brasileirão 2026. Ou seja, o problema não está na criação — está em segurar o que o adversário cria.





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