Texto por Colaborador: A. Rother 05/05/2026 - 14:32

As contas do Inter foram aprovadas pelo Conselho Fiscal, mas com ressalvas que acendem sinais de alerta, revelou o GZH. Apesar do balanço de 2025 ter registrado superávit de R$ 8,9 milhões, a análise mostra que a saúde financeira do clube exige atenção redobrada.

O fluxo de caixa segue abaixo do necessário, já que as receitas recorrentes não cobrem os custos totais. A venda de jogadores foi determinante para o resultado positivo. A dívida, embora ainda elevada, caiu de R$ 978 milhões para R$ 939 milhões. A receita líquida cresceu 27,9% em relação ao ano anterior, mas os custos operacionais subiram 8%, resultando em um saldo negativo de R$ 40,4 milhões.

“O clube precisa buscar fontes de receita recorrentes e sustentáveis. No curto prazo, operações como venda de jogadores ou ativos são fundamentais”, avaliou Gustavo Machado, economista e associado do Instituto de Estudos Empresariais. Ele destacou que a liquidez é o ponto mais crítico, já que em 31 de dezembro a dívida de curto prazo era de R$ 606 milhões, com apenas R$ 0,30 em caixa para cada R$ 1 devido. “Se o clube não gerar caixa suficiente e não pagar alguma obrigação, vai minando a credibilidade e isso afeta os próximos negócios”, complementou em descrição ao GZH.

Já Amir Somoggi, consultor da SportsValue, considerou o balanço positivo, mas reforçou que o Inter precisa expandir sua marca além do Rio Grande do Sul para aumentar receitas. “O Inter não está engajando tanto nas redes sociais. Comercialmente teve bons números em 2025, mas proporcionalmente ficou para trás em relação a clubes como Palmeiras, Flamengo, São Paulo e Corinthians”, explicou. Para ele, contratações com impacto também fora de campo e maior presença digital são essenciais. “A expansão de marca é o único jeito do clube crescer. Quanto mais storytelling você cria, mais reverberação gera para sua marca”, destacou.

O Conselho Fiscal, no entanto, contestou o tratamento contábil da recompra de participação em direitos comerciais da Liga Forte (LFU), operação de R$ 109 milhões registrada como ativo intangível. O parecer apontou “assimetria de tratamento contábil”, já que não foi reconhecido o efeito econômico da operação. As contas serão apreciadas pelo Conselho Deliberativo em 11 de maio.

Essa análise reforça que, mesmo com avanços pontuais, o Inter precisa encontrar novas formas de gerar receita e fortalecer sua marca para garantir estabilidade financeira e competitividade no cenário nacional.

Categorias

Ver todas categorias

Pezzolano é um acerto do Inter para 2026?

Sim

Votar

Não

Votar

190 pessoas já votaram