ReproduçãoEncerrando seus quatro anos na presidência do Internacional, Marcelo Medeiros fez um balanço de sua gestão e de qual o legado para a próxima gestão de Alessandro Barcellos. Falando em entrevista oficial da TV Inter na última quinta-feira, o ex-mandatário entende que entrega um clube melhor do que recebeu em 2017, quando a equipe estreava na segunda divisão, além de fazer um apelo por "paz" nos bastidores da política alvirrubra e avaliar o comando de Abel Braga nos últimos jogos. Confira suas principais declarações:
Cenário de rebaixamento e pandemia: "O cenário que tive de enfrentar é resgatar o Inter para seu devido lugar. Tivemos sucesso na volta para a Série A. Em 2018, para alguns a campanha surpreendeu, para nós não. Tínhamos uma confiança muito grande no grupo, na comissão técnica, no Odair e até a 34ª rodada estávamos disputando a liderança com Palmeiras e Flamengo. Não vencemos, mas voltamos para a Libertadores. No final do ano, novamente tivemos uma eleição e fui honrado com a reeleição. A partir deste momento, o trabalho foi crescendo e se consolidando, de novo na Libertadores, chegamos a final da Copa do Brasil e depois tivemos uma queda. Ai neste ano, que esperávamos consolidar o trabalho, tivemos a pandemia", resumiu. "Fora o Gauchão, nosso primeiro jogo foi contra o Londrina e um dos últimos contra o Boca Juniors em La Bombonera. Algumas coisas foram plantadas e podem ser colhidas ali na frente".
Troca de comando: "Ficamos com um gostinho de que o trabalho ainda não terminou. Tivemos uma supresa com o abandono do Coudet, que contratamos para longo prazo. Agora o Abel está conseguindo resgatar e vejo a gente jogando melhor agora. Contra Palmeiras e Boca creio que fizemos as melhores partidas do ano".
Ambiente político: "O clube está sangrando. Essas posturas políticas sangram, temos uma nova gestão, com mandado de três anos, deixem eles trabalhar, o Inter precisa de paz. O Inter junto pode muito mais. Somos todos colorados. Faço esse apelo".
"O Marcelo presidente é diferente do Marcelo torcedor. Teve um episódio divertido, ainda quando o Coudet era o treinador, que na décima bola recuada do zagueiro pro goleiro eu gritei: Joga para frente. Aí, o Coudet virou e me mandou "longe". Eu pensei, mas ele falou para mim? Foi comigo que ele falou? Quando entramos no vestiário ele não sabia o que fazer para pedir desculpa. Eu sou assim, sanguíneo, o Inter mexe muito com as minhas emoções".
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