Texto por Colaborador: A. Rother 27/03/2026 - 01:00

O Ministério do Esporte emitiu uma nota técnica considerando irregular o modelo adotado pelo Futebol Forte União com 30 clubes do futebol brasileiro, entre eles Inter, Vasco, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Athletico-PR. O documento, assinado pelo secretário nacional de futebol Patrick Corrêa, foi elaborado em resposta a um questionamento do deputado Beto Pereira (PSDB-MS) e tem valor orientativo para o Congresso, onde podem surgir futuras regulamentações.

O argumento central é que a Lei Geral do Esporte permite a cessão de direitos comerciais apenas a entidades organizadoras da competição — não a grupos econômicos. O Ministério também considerou desproporcional o prazo de 50 anos dos contratos, avaliando que a operação compromete a autonomia dos clubes sobre seus próprios ativos. Pelo modelo atual, a FFU e seus investidores — Carlos Gamboa e Sports Media — recebem entre 10% e 20% dos direitos comerciais do Brasileirão e passam a ter controle sobre sua negociação.

A FFU rebateu em nota, afirmando que "o negócio está em conformidade com a legislação brasileira" e que o modelo "não compromete a autonomia das entidades, nem a organização das competições". A entidade ainda destacou que o formato "gerou a maior receita da história na venda de direitos de arena".

O tema chega ao Congresso em meio às discussões sobre a criação de uma liga única no Brasil, com CBF, Libra e FFU ainda sem consenso sobre o modelo ideal de gestão.





Categorias

Ver todas categorias

Pezzolano é um acerto do Inter para 2026?

Sim

Votar

Não

Votar

149 pessoas já votaram