Texto por Colaborador: Redação 12/08/2022 - 01:14

Mesmo após reformular praticamente todo o grupo pós-2020, o Internacional manteve seu padrão de anos recentes, que é o de "amarelar" em grandes decisões. Depois do fiasco protagonizado pelas quartas de final da Copa Sul-Ameriacana frente o Melgar, nesta quinta, no centro do furacão não estavam mais Rodrigo Dourado, Cuesta ou Patrick, mas os mais antigos de SCI, Edenílson e Taison. Duramente criticados pela má atuação durante os 90 minutos, as péssimas cobranças durante as penalidades aumentaram ainda mais a indognação da torcida. Mesmo com o fracasso, a dupla deu a cara "a tapa", falando aos jornalistas na zona mista do Beira-Rio, confira suas "aspas":

TAISON

"Nós somos todos cobrados no dia a dia. Pra jogar no Inter tem que saber disso. Nós somos muito grandes e o torcedor está sentindo falta de conquistar grandes coisas. A gente tentou classificar pra semifinal. Eu tô muito triste por tudo que vem acontecendo (...) Sei que minha atuação do que eu vinha jogando, do que eu posso demonstrar. A gente tá eliminado, sente isso e agora é foco total no Brasileiro, que é a competição que nos resta".

"Cara, a gente perdeu nos pênaltis. Eu errei a cobrança. Então, a gente tem que assumir nossos erros. Eu errei e sei que errei. Agora é dar a volta por cima (...) Torcedor tem o direito dele, cara. Hoje, eu sei que não joguei muito bem. Sei da minha capacidade de jogar. Eles tem o direito de criticar e eu tenho o direito de aceitar".

"A gente tá fazendo um grupo novo, cara. Eu mesmo sou um cara que tenta ajudar todos os jovens, porque eu também fui um jovem e fui ajudado por jogadores experiente".

EDENÍLSON

"Primeiramente, assumo minha responsabilidade, assim como também sei que o futebol é coletivo. Lógico que eu sou o que tá a mais tempo aqui e me cobro bastante e sinto essas eliminações. Eu sou o que está a mais tempo aqui. Me cobro bastante e sinto na pele essas eliminações. Não sinto que minha passagem está sendo abreviada, conquistei a condição de batedor de pênaltis trabalhando. Eu assumo a responsabilidade.”

Sobre sentir decisões: "Acho que é uma avaliação supérflua. Pra chegar em decisões, passamos por várias fases. Acho que é vago dizer que eu não contribui nas decisões dos últimos anos. A partir do momento que não se conquista títulos, falar que nas decisões eu não contribuí não é uma coisa aceitável (...) Até porque, se a gente pegar o campeonato de 2020, acho que na reta final eu fui um dos que assumi a responsabilidade pra que eu Clube pudesse estar brigando, como nos outros anos. Futebol é coletivo, mas tô aqui pra assumir minhas responsabilidades (...) Minha reposta tem que ser dentro de campo, não posso avaliar trabalhos e grupos que passaram. Como falei tenho minha responsabilidade".

"A torcida cobra. Torcedor tem sua razão, desde que a cobrança seja pacífica, que não agrida o patrimônio do Clube, até porque o Clube é da torcida. Os jogadores vêm e vão, mas a torcida segue (...) O torcedor tem a sua razão. Pode cobrar, desde que a cobrança seja pacífica. Não me sinto perseguido. Se eu sou cobrado, é porque, em algum momento, demonstrei algo com o qual o torcedor se identificou e viu potencial em mim pra ser cobrado, pra que eu pudesse decidir as coisas, ajudar a conquistar campeonatos".

"Eu cheguei aqui com a missão de recolocar o Inter na Série A, em 2017. Passei por muita coisa. A falta de títulos com certeza pesa pra mim. Infelizmente, não consegui ainda (grande título). Tô aqui pra ser cobrado. Espero que deem um voto de confiança pro grupo, porque é um grupo novo e, se eu tiver que ser cobrado, tô aqui ".