Texto por Colaborador: Redação 09/09/2022 - 12:08

O meio-campista Colorado Alan Patrick conversou com o portal do ge.com. O jogador de 31 anos deve voltar ao time Vermelho neste sábado, diante do Cuiabá. Depois de iniciar quatro jogos seguidos no banco de reservas, assume a responsabilidade de ser o "meia cerebral", função em extinção no futebol brasileiro. Ele falou sobre o trabalho de Mano, a recuperação da equipe e outros temas. Confira os principais trechos.

DECLARAÇÕES:

Bom momento da equipe: "O time cresceu, amadureceu, ficou mais forte. Balanço é positivo. Uma adaptação difícil. Futebol diferente, até pelo entrosamento com os companheiros, isso conta muito. A equipe já se conhece mais, entende o que um ou outro jogador gosta e isso agrega para o resultado de campo. Nesse período, tive uma lesão que interrompeu a sequência. Já estou recuperado e bem. A cada sequência, todo atleta precisa disso. Com isso, aumenta a confiança e a condição física. Acho que todos os jogadores estão tendo oportunidade. Sempre que eu tiver em campo, vou me esforçar ao máximo para que o Inter continue a crescer".

A boa fase do Mauricio: "Cara, depende muito. Lógico, a equipe tem uma estrutura, que o treinador gosta. Às vezes, de jogo para jogo, a gente tenta se ajustar e responder de acordo com que o Mano prepara para cada partida. Me sinto bem. Mauricio vem jogando muito bem, fazendo aquele lado direito flutuando para dentro. As minhas características são diferentes do Mauricio. Eu me vejo mais um 10, mais na trinca, um pouco do que foi contra o Corinthians. Estamos trabalhando. Vamos chegar fortes para o próximo confronto"

Trabalho com o Mano: "É um cara que tem seus momentos de brincadeira, é um cara sério, que gosta das coisas corretas e cobra bastante. A equipe cresceu bastante por essa cobrança e tem que ser dessa maneira. Não só dele, mas também de nós jogadores termos essa consciência, nos cobrarmos a cada dia e treino para manter sempre o nível alto".

Distância pelo título: "Não (preocupa), a gente não pensa dessa maneira. Pensamos na gente. Na capacidade da nossa equipe em buscar coisas grandes. Muito claro o trabalho que Flamengo e Palmeiras vêm fazendo, com super elenco, muita grana para contratar, os reforços que chegaram. Não dá para negar que são duas potências hoje no futebol brasileiro. A gente acredita no potencial do nosso elenco e na qualidade dos jogadores aqui para estar brigando, assim como estamos fazendo no Brasileiro."

O bom retrospecto contra times do G6: "São 11 contra 11. Os números, os confrontos mostram isso, a força do nosso time. A gente procura, assimo como nós estamos na quarta posição, vamos continuar lutando até o final contra estas equipes."

Sobre a sua função e os gols: "É sempre bom fazer gol. A equipe vem fazendo boas apresentações, conseguindo resultados positivos. Isso dá tranquilidade para continuar trabalhando e buscar o nosso objetivo no pelotão da frente. Pela posição e característica, minha função é articular o time, organizar, criar jogadas, municiar atacantes e, lógico, estando próximo do gol, tento marcar. É minha função. É a função do 10".

"Com minhas características têm poucos no futebol, aquele meia clássico, o 10. Procuro sempre fazer o melhor para retribuir com assistências e gols. O futebol mudou muito. Exige que até o goleiro participe. Então, para o 10 não voltar muito para criar, exige que os defensores tentem construir."

Sobre atuar os 90 minutos: "Isso não depende muito de mim. Eu treino e me preparo como todos. A questão de estar 45 minutos, 60, 90, isso vai um pouco do treinador. Eu me preparo para jogar sempre 90 minutos e eu gosto de jogar o jogo todo. Acho que nenhum jogador fica satisfeito quando sai numa partida."

"Eu sou assim. Tenho vontade de jogar e estar em campo. Eu sei que eu posso ajudar meus companheiros. Quando se tem um elenco qualificado para pensar em título, se exige essa disputa sadia dentro do time. Isso não deixa ninguém acomodar. Temos jogadores qualificados querendo o seu espaço e isso é muito positivo. Óbvio, eu quero jogar sempre. Me preparo e quero estar pronto para jogar 90 minutos e poder suportar com qualidade".

Sobre má fase do Taison: "Cara, tenho uma relação muito boa com o Taison. A gente se dá super bem, jogamos por muitos anos juntos. É delicado. Todo jogador quer estar jogando. Taison tem sua história aqui, construiu sua história por mérito dele, tem qualidade para jogar. É um cara que eu admiro e sou muito fã e que joga muita bola."

"Quando se passa por um momento turbulento, todo jogador tem que saber suportar isso com a cabeça boa e ele está sendo assim. Esá trabalhando, com sorriso no rosto no dia a dia e no vestiário, não deixa de ser ele. Sem dúvida nenhuma, com a qualidade que ele tem, vai voltar a ter a oportunidade e as coisas vão voltar para o lugar."