Texto por Colaborador: A. Rother 22/08/2026 - 23:55

O empate sem gols com o Atlético-MG, no Beira-Rio, deixou o Inter com oito jogos de jejum no Brasileirão — sendo quatro deles em casa — e com risco real de fechar a rodada dentro da zona de rebaixamento. Na entrevista coletiva após a partida, Paulo Pezzolano optou por proteger o grupo publicamente e colocou toda a responsabilidade pelo momento em suas próprias costas, já de olho no Gre-Nal que vem a seguir pela Copa do Brasil.

"É olhar para o próximo jogo e assumir a responsabilidade, a responsabilidade é minha. Pronto. Eu preciso tirar coisas melhores deles e vou tentar fazê-lo já no Gre-Nal. Os jogadores estão dando tudo, 100%. Estão dando tudo o que podem. Então, agora, a responsabilidade minha é tirar coisas mais deles. Para quê? Para ganhar o próximo jogo, que para nós é muito importante", disse o treinador.

O uruguaio reforçou o discurso de autocrítica ao detalhar seu papel dentro do processo: "É seguir trabalhando e tentar que peguem confiança. E essa é a minha responsabilidade, poder ajudá-los um pouco mais. Temos jogadores que têm qualidade e podem dar um pouco mais. Então, esse é o meu trabalho. Quero jogadores tranquilos, tenho um Gre-Nal pela frente, e eu vou carregar isso nas costas e vou arrumar isso. Vamos tentar arrumar e eles vão fazer melhor."

Sobre a postura do adversário e os ajustes necessários para o clássico, Pezzolano analisou: "Atletico nos deu a bola. É um time bom de transição. Temos que ser inteligentes contra o Gremio. Melhorar nosso posicionamento com a bola. Imagino que isso vai acontecer na quinta."

O comandante também justificou uma escolha tática que chamou atenção: escalar o zagueiro Juninho como referência ofensiva nos minutos finais. "Juninho já jogou muito no treino. Faz um tempo que testamos para os últimos minutos de centroavante. Por altura, por bola aérea. O Juninho tinha um bom jogo aéreo. Treinamos com o Juninho."

Apesar da posição incômoda na tabela, o treinador reforçou a confiança na permanência do Inter na Série A. "Sem dúvida acreditamos (na permanência), porque somos um time muito competitivo. Somos conscientes que está faltando o gol, que cometemos, às vezes, erros básicos que custaram resultados e somos muito conscientes do que não jogamos. Nós temos que fazer 20 pontos, sabemos que não vai ser fácil, mas os outros têm que fazer 20 pontos também."

O foco imediato, porém, já mudou de chave. "Agora temos um Gre-Nal, viramos a chave. Fechou o Brasileiro já estou pensando na Copa do Brasil, que para nós é muito importante, o jogo mais importante do ano. Depois voltaremos ao Brasileiro, mas sem dúvida que acreditamos e há trabalho para acreditar. Está faltando o resultado."

Questionado sobre a sequência de jogos fora de casa que se aproxima, Pezzolano ponderou que o cenário não é simples em lugar nenhum: "Sabemos que a sequência será de jogos difíceis fora de casa, mas também está sendo difícil jogar dentro de casa. Não troquei mais cedo porque não queria quebrar a estrutura de jogo. Não achei que estávamos mal. Não éramos melhores, mas também não éramos piores."

Por fim, o treinador atualizou a situação do goleiro Matheus Cunha, que deixou o jogo após se chocar com a trave: "Matheus Cunha não tomamos como concussão, pois foi um golpe no nariz. Ele vai fazer exames. Não foi nada mais sério, mas pegou o nariz e não estava bem."

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