Texto por Colaborador: Redação 01/12/2021 - 03:12

Aposentado dos gramados, o ex-atacante Rafael Sóbis concedeu entrevista ao canal “Cara a Tapa”, do jornalista Rica Perrone, falando sobre inúmeros temas relacionados a sua carreira, sobretudo no Inter. Confira alguns dos principais momentos: 

 Gols e final de 2006: "Se o Fabinho não é expulso, a gente não ganha aquele jogo (...) O São Paulo era Campeão do Mundo, nós fomos ali comendo quietinho, chegamos na final (...) O SP por pressão quando ficou com 10 contra 10, com 70 mil pessoas, tentou ir para cima (o que ajudou o Inter, nota do editor)".

"Foi incrível. Nem a gente sabia como viver aquele momento (do título). Não é fácil, era um outro futebol. Eu revi umas partes do jogo e era uma pancadaria."

Porque explodiu no Inter e não no Corinthians: "Quando eu fiz 16 anos, eu estava apto a assinar um contrato, e eles meio que me obrigaram a assinar. E eu liguei para o meu empresário e ele disse, de noite vai vir alguém ai te buscar. Nisso eu fui para o Inter. Meu pai era muito gremista e uma vez o Grêmio ganhou um título e ele não me deixou sair com os amigos comemorar. Lembro de uma coisa que eu peguei ódio por isso. E foi bom porque eu acabei no Inter. Eu amo o Inter. Eu cresci ali, vi o Inter mudar. No Sul é assim, os dois nunca estão bem".

Provocações no GreNal: “Eu não provoco, eu só respondo. Não é meu perfil (pegar o caixão do rival), não me vejo fazendo isso. Acho pequeno. Eu respeito muito o zagueiro gringo do Grêmio… o Kannemann. Ele zoa pra caramba, mas quando deu a briga no Gre-Nal, se tu for ver nas imagens, ele vai lá e começa a tirar os jogadores dele. Isso é jogador grande. Aguentou. Vamos ser homens, pelo menos. Zoou, foi zoado e valeu”.

2005 e Pacaembu: "Até hoje é bizarro aquilo lá. Outra coisa que acho, juiz tem que dar entrevista (...) Lembro que o Tinga fala na hora tu pode não achar pênalti, mas não expulsa. Aquele jogo foi muito estranho. Era o último jogo do cara, ele saiu depois e nunca falou mais nada, desapareceu. Depois conversando com alguns jgoadores do Corinthians, avisaram que "hoje pode cair na área"... que tá de boa. Não posso provar né, mas falaram."

Derrota para o Paraná: "Quando a gente perde sempre tem que arrumar um culpado né. Se tu for buscar todos os jogos sempre tem um. Quando explodiu (cancelamento dos jogos) foi num sábado, iríamos jogar contra o Flu, o jogo da rodada, dormirmos líderes e acordamos em 3 lugar. Na palestra entrou o Murici, falando: VSF, o que vou falar para vocês? Eles fuderam a gente... VTC".

Grêmio vai cair? "Não precisa apostar. Não digo que já foi, mas é muito difícil".

Num jogo entre Cruzeiro, Inter e Flu, torce pra quem? "Não sei. São amores da vida. Tem horas que tu talvez não casou com o amor da tua vida mas tu ama ela. Os 4 me homenagearam, mas eu fui muito feliz em todos."

Pumas x Inter: "Inter fez 2 a 0 em 10 minutos. Nosso time tava perdido, ai tinha o Geferson, lateral-esquerdo, ele tava numa fase empolgada. Ai eu nego veio tive que tirar uma né. Ele tava dando de letra pra cima de mim pra tirar com a torcida. Eu na próxima peguei ele no pescoço, fiz uma briga e sai. Falei para o treinador calma, fiz isso só para acordar o nosso time."

Futebol é manipuado: "Não digo manipulado, mas se ele puder mexer uma parte (nos bastidores), ele faz."

Maior título: "o de 2006, foi o começo de tudo, levou o clube ao nível internacional, tinha uma tensão contra um time poderosíssimo."

Interesse do Grêmio: "eu não ia, mas eles queriam. Veio uma proposta bem grande do Grêmio, e o Flu tinha uma inferior. O advogado do Al-Jazira era muito amigo meu fez um esquema. Eu falei pra ele: eu não posso, eu não quero ir. E fiquei no Fluminense. Mas se o xeique aceita eu teria que ir. Graças a Deus não fui."

Vontade de jogar um jogo pelo Grêmio por causa do pai: "Não tenho nenhuma vontade de jogar no Grêmio".

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