Reprodução / Record Guaiba TVDiante da situação financeira delicada do Internacional, Fernando Carvalho tentou nas últimas semanas costurar um consenso em torno da eleição presidencial marcada para dezembro. O ex-presidente conversou com representantes da atual diretoria e de diferentes grupos de oposição na tentativa de encontrar um nome capaz de unir o ambiente político colorado, mas a articulação esbarrou na falta de entendimento entre as partes.
Apesar disso, Carvalho evita dizer que o movimento chegou ao fim — prefere tratá-lo como algo pausado. Para ele, o clube precisa de estabilidade política para que a próxima gestão consiga lidar com os problemas financeiros e estruturais que enfrenta.
Em declaração à reportagem do Correio do Povo, ele afirmou: "O Inter atravessa um período crucial de sua história e precisa avançar. Para isso, o próximo presidente precisará de paz e apoio para tocar os projetos fundamentais para a sobrevivência do clube."
Até agora, o ex-dirigente não conseguiu criar as condições necessárias para viabilizar uma candidatura única. Mesmo assim, segue acreditando — com menos otimismo do que antes — numa possível composição entre as diferentes correntes políticas do clube. "O Inter precisa de união e quem estiver disposto a construir isso pode contar com o meu apoio", completou.
Enquanto essa tentativa de pacificação segue travada, o quadro eleitoral já começa a se desenhar. Do lado da oposição, ao menos três pré-candidatos se movimentam: Roberto Melo, ligado ao Inter Grande, grupo do próprio Fernando Carvalho; Leonardo Aquino, do DNA Colorado; e José Alfredo Amarante, do Sou Inter.
Do outro lado, a situação segue indefinida. Os grupos que compõem a atual gestão ainda precisam indicar um nome para a disputa nos próximos meses, e o vice-presidente eleito, Victor Grunberg, desponta como favorito para suceder Alessandro Barcellos.
Nesse contexto, o setorista Lucas Collar revelou que a ideia de uma "candidatura de consenso" está cada vez mais distante dentro do Inter. Segundo ele, Roberto Melo (MIG), José Amarante (Sou Inter) e Leonardo Aquino (Sangue Colorado) devem oficializar candidatura em breve, enquanto a atual gestão ainda não bateu o martelo sobre lançar ou não um nome ao pleito.
O processo eleitoral do clube gaúcho acontece em dois turnos. Primeiro, os conselheiros do Deliberativo definem os dois nomes mais votados. Depois, na etapa final, são os associados que decidem, através do voto, quem assumirá a presidência no mandato seguinte.
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