Texto por Colaborador: A. Rother 01/06/2026 - 01:40

No amistoso do Brasil contra o Panamá neste domingo, no Maracanã, Alisson Becker viveu um momento desconfortável. Aos 13 minutos do primeiro tempo, a bola desviou em Matheus Cunha na barreira e mudou de trajetória, surpreendendo o goleiro ex-Inter e Liverpool. Parte da torcida presente entre os 72 mil no estádio o vaiou — mas os gritos foram abafados pelo restante do público.

Após a partida, Alisson respondeu com leveza e experiência. "Vida de goleiro. Mesmo quando tu não tem culpa, é culpado. Existe um ditado no Brasil: azar é do goleiro. Então sempre quando tomar um gol a culpa vai ser do goleiro, independente de como for. A carreira toda de um goleiro é assim. Sofrer um gol é a pior coisa que pode acontecer, seja falha ou não."

O goleiro também deixou claro que a maior cobrança vem de si mesmo. "Eu sou a pessoa que vai mais cobrar de mim mesmo. Ninguém vai me cobrar mais do que eu. Mas o grupo necessita de mim sempre bem, então essa é minha preocupação, fazer o melhor para ajudar a equipe."

Sobre o lance em si, Alisson contextualizou sem se esquivar. "Quando sofremos, é porque erramos como grupo. Foi um momento de azar. Uma coisa que temos que trabalhar também para na Copa não acontecer. Mas durante o jogo é não pensar muito sobre erros e ter uma avaliação correta de todas as coisas, independente do que as pessoas avaliarem ou não."

O amistoso teve um significado especial para o goleiro, que ficou dois meses afastado por lesão muscular na posterior da coxa direita. Sua última partida antes do afastamento havia sido em 18 de março, pela Liga dos Campeões, e ele só retornou em 24 de maio, pelo Liverpool contra o Brentford. O duelo contra o Panamá foi apenas sua segunda partida de volta. "Me sinto muito bem. Fiquei mais tempo afastado do que deveria, realmente pela preocupação de chegar bem para a Copa do Mundo. Tive uma lesão de uma gravidade alta, por ser lesão muscular, mas foquei em preparar 100% para chegar bem na Copa. Fisicamente bem, 100%. O ideal é ter a maior quantidade de jogos possível. E tem um pouco de experiência que ajuda nesse processo de não precisar jogar tanto para ter ritmo."

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