Texto por Colaborador: Redação 02/03/2026 - 02:00

Depois do vexame no GreNal 450, o Inter se vê diante de uma missão ingrata e quase sem precedentes. Para conquistar o título gaúcho no tempo normal, precisará vencer por quatro gols de diferença no Beira-Rio. Para forçar os pênaltis, três gols bastam. Qualquer dos dois cenários seria algo fora do comum — e os números históricos explicam bem o tamanho do desafio.

O clube chegou ao clássico com um retrospecto recente invejável: eram 13 GreNais consecutivos marcando ao menos um gol. O último clássico sem balançar as redes havia sido em 2022, numa derrota por 3 a 0, curiosamente com o mesmo placar e desta vez sofrido na Arena.

Mas o passado mais distante é ainda mais revelador. A última vez que o Inter aplicou uma goleada de quatro gols ou mais sobre o Grêmio foi em 1952, num 5 a 1 disputado no estádio dos Eucaliptos. Já a última vitória por quatro gols que rendeu um título estadual ao clube remonta a 1954 — no primeiro clássico no antigo estádio Olímpico, quando o Inter venceu por 6 a 2, com Larry marcando quatro vezes.

Desde a inauguração do Beira-Rio, em 1969, o Inter jamais venceu um GreNal por quatro gols de diferença. O máximo foi um 4 a 1 sobre o Grêmio pelo Brasileirão de 2008. O mesmo placar foi repetido na final do Gauchão de 2014, quando o Inter mandou a partida no Centenário, em Caxias do Sul — mas um 4 a 1 no próximo domingo só levaria a decisão para os pênaltis.

E tem mais: uma virada de 3 a 0 no jogo de volta jamais aconteceu na história do Gauchão após uma derrota por esse placar na ida.

Para completar o cenário adverso, a fragilidade defensiva segue como uma ferida aberta. Contra times da Série A nesta temporada, o Inter cedeu 11 gols em apenas seis confrontos — uma média de quase dois por partida. Atacar com tudo e ao mesmo tempo não sofrer será o grande paradoxo de domingo.

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