Texto por Colaborador: Redação 26/03/2026 - 03:30

Após seis jogos sem vencer no Brasileirão, o Internacional reagiu com duas vitórias consecutivas e deixou a zona de rebaixamento. No Jogo Aberto, o diretor técnico Abel Braga falou sobre o período turbulento, a blindagem do grupo e o que espera da sequência da temporada.

O dirigente foi categórico ao afirmar que a permanência de Paulo Pezzolano nunca esteve em xeque. "Nunca passou pela nossa cabeça mexer com o treinador", disse Abel.

Sobre a relação com a comissão técnica, Abel destacou o alinhamento constante com Pezzolano como um dos pilares da recuperação. "A comissão do Paulo é muito boa, trabalha muito bem, sempre claros e nós estamos sempre juntos. Eu mais na parte técnica com o Paulo. A gente não para de falar sobre o que pretende."

O dirigente também fez questão de elogiar o executivo Fabinho Soldado, apontado como peça fundamental na organização interna do clube. "Ele nem é soldado, é coronel. Tem um conhecimento muito grande. Conhece o clube e busca melhorar o ambiente do vestiário. O Fabinho ainda tem a identidade de ter sido atleta do clube. Todo mundo que passa pelo Inter gosta do Inter", afirmou, acrescentando que Soldado reformou salas do vestiário para torná-lo mais acessível a todos.

Mesmo diante das limitações financeiras, Abel garantiu que o Inter agiu com critério nas contratações e manteve total transparência com a comissão técnica. "Contratamos usando a cabeça, observando bem. Sabemos da situação do clube e nunca escondemos nada do treinador, principalmente da parte financeira."

Sobre o próximo desafio — o duelo contra o São Paulo, no dia 1º de abril, no Beira-Rio —, Abel aproveitou para abrir um parêntese sobre a parada no calendário. "É uma oportunidade legal nesta parada para darmos uma respirada. Cada jogo, a gente fica com a ansiedade de ver como vai se comportar. Agora tem o São Paulo. No ano passado, naquele primeiro jogo que eu assumi, tomamos uma pancada deles em Santos. Aquilo lá ficou engasgado. Mas tudo bem", disse, com bom humor.

Questionado sobre o reencontro com Roger Machado, seu ex-substituto no clube, Abel minimizou qualquer conotação especial. "Acho que isso não tem nada a ver. Quando ele passa por um clube e depois o enfrenta, tem o desejo natural de vencer. O Roger fez um trabalho muito bom no Inter até que chegou o momento de sair. O desejo não vai para dentro do campo e fica fora. Ele fica na cabeça e mais nada. Não cria motivação a mais para nós nem para ele."

O dirigente também aproveitou para criticar a cultura de demissões precoces no futebol brasileiro. "No futebol brasileiro, não existe projeto. É absurdo, em uma competição de 20 clubes, demissão de oito treinadores em oito rodadas. Tite, Filipe Luís, caras de nível muito bom. Crespo e tantos outros. No Inter, por uma série de detalhes que ocorreram, estávamos há seis jogos sem vencer e não deixamos que viesse qualquer tipo de comentário, de declarações, que pudessem entrar dentro do grupo. Nós sabemos o que queremos e que não vai ser mudando o treinador que vai resolver os problemas."

Abel encerrou com uma visão de longo prazo para o trabalho no clube. "Estamos no começo do trabalho e queremos deixar alguma coisa mais duradoura para o clube."





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