Ricardo Duarte/InternacionalAbel Braga não conteve as lágrimas após garantir a permanência do Internacional na Série A. Para o treinador, que aceitou voltar ao clube há apenas uma semana para comandar as duas últimas partidas, o sentimento foi ainda mais forte que a conquista do Mundial. "Esse momento foi mais importante que o Mundial", declarou. "Eu sei a dor que os colorados estavam sentindo, inclusive aqueles que estavam ao nosso lado. Isso me deu força para tentar tirar o time dessa situação", afirmou.
O técnico foi o mais festejado pelos jogadores ao apito final e, visivelmente emocionado, confirmou que este foi seu último ato à beira do campo. "Vai ter conversa (sobre ficar). Mas treinador? Acabou. Foi emocionante viver tudo isso de novo. Foi fantástico. Mas, para mim, deu. Tomei dois calmantes para ir para o jogo", revelou.
Apesar da despedida do cargo de treinador, Abel admitiu que pretende seguir no Inter em outra função. "Vamos conversar", limitou-se a dizer.
Abel contou que não hesitou quando recebeu o chamado colorado na semana passada, mesmo sob críticas de parte da torcida e alertas de familiares. "Até a minha esposa disse que era coisa de maluco voltar. Mas nunca briguei com ninguém. Saí daqui em 2021 com a sensação do dever cumprido, sabendo que nos tiraram um título no apito. Vim confiante. Achei que poderia ajudar", afirmou.
O comandante também avaliou que a campanha turbulenta no Brasileirão deve servir de lição para o clube. "Isso não pode acontecer. Não pode chegar nessa situação, pois é um campeonato muito equilibrado. O futebol é perigoso. Não pode aceitar a derrota com naturalidade, pois acaba pagando lá na frente", afirmou.
Para Abel, apesar do peso do drama vivido, fica um aprendizado coletivo. "Fica um legado. Não só do Abel. Mas o legado é que não podemos nem pensar, nem admitir voltar a viver isso. Esse momento pra mim foi mais importante do que o Mundial. Nós não éramos favoritos lá. Se fossemos vices lá, estaríamos contentes. Mas hoje eu sei a dor. Eu sei o que o colorado estava sentindo. Eu vi as pessoas ao meu redor sendo ameaçadas, isso me dava mais condição de querer buscar superar isso. Brasileirão é um campeonato traiçoeiro. Os times que estão em baixo começam a ganhar. Não dá pra aceitar com naturalidade perder jogos. O preço foi alto, mas saímos gratificados."
O treinador revelou o que o motivou a aceitar o desafio. "Uma entrevista de uma pessoa, que tem adoração por mim e eu respeito por ela, Renata Fan, uma das maiores coloradas, ela naquela dor da derrota, pensei: quantos colorados iguais existem? Não posso dizer não."
"Não posso ser treinador. Acabou. Não faz mais parte de mim. Foi emocionante. Trabalhei com scout essa semana. Viver isso foi fantástico. Mas tomei dois calmantes antes de vir pro jogo. Eu confiava, mas tinha que me prevenir. Eu ia sentir a mesma dor do torcedor. Para mim deu. Eu acreditava, mas tinha que me prevenir para se não conseguisse. Eu ia sentir a mesma dor do torcedor."
"Hoje, eu sei a dor, sei o que o colorado está sentindo. Vi pessoas ao meu redor, tendo pessoas da família sendo ameaçadas. Isso me deu mais vontade de superar a mim próprio."
Abel fez questão de dividir os méritos. "Eu não posso puxar isso só para mim porque eu não fiz nada sozinho. Eu acreditei no grupo, eu acreditava no staff, acreditava porque pouco se falou, mas o nosso goleiro jogou 3/4 jogos sem ter condições de jogar. Isso é uma atitude de bravura. Esse momento que estamos vivendo tem a ver com a família Díaz. Botei do meu jeito, mas era o time que vinha jogando com eles."
"Não tem vestiário ruim. Não tem ambiente ruim. O meio estava pesado, o que é normal. Chegar na situação em que chegamos, estava pesado. A confiança estava longe. Falei com os jogadores no ônibus voltando de São Paulo, cancelei o treino e falei para eles irem pra casa. Sorrirem para as esposas e relaxarem. Só queria mostrar pra eles que continuava acreditando."
Sobre o futuro, Abel brincou: "Não sei o que vai acontecer depois. Só sei que agora vou tomar um vinho caro. Não abdico disso e de um bom churrasco. Não sou pão-duro, mas vou gastar. Hoje eu estou orgulhoso de mim. O que eu poderia ter feito lá atrás [em 2016] eu fiz agora. Não dá para explicar. Tenho quase 300 mensagens de amigos. Quero agradecer todo mundo."
"Fiquei feliz. Voltei a trabalhar com o D'Alessandro. Foi um jogador que me marcou muito, ajudou muito. Voltei a trabalhar com o presidente. Nunca tive birra com ele."
Questionado sobre uma possível homenagem com estátua, Abel foi humilde: "Recebi meu nome do CT de Fluminense. Foi em vida
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