Reprodução / PFC TVO agosto reservou muitas surpresas para os colorados, começando com uma histórica classificação pela copa do Brasil contra o Corinthians em um confronto onde o colorado foi amplamente superior e fez o jogo que quis com a equipe paulista e no jogo de volta apenas administrou o resultado, apresentando uma grande solidez defensiva e muito poder de fogo nos contra-ataques. Logo após veio o confronto com o poderoso Palmeiras onde mais uma vez o Inter apresentou um sistema defensivo sólido e onde as duas chances perdidas no final do jogo amargaram um injusto empate. Junto a isso, a definição de um Grenal pela copa do Brasil.
O desempenho empolgou a torcida que lotou o Beira-Rio, foram mais de 29 mil torcedores para o confronto contra o Remo. O Inter começou indo pra cima, sufocando a equipe adversária e logo aos 3 minutos de jogo Carbonero viria a fazer o 1x0. Assim foi durante todo o primeiro tempo, a equipe do Remo não conseguia impor seu jogo e o Inter desperdiçava chances. As duas mais claras foram nos pés de Carbonero que desperdiçou ambas frente a frente com o goleiro da equipe amazonense, repetindo a displicência apresentada em partidas anteriores.
Então, veio o segundo tempo e os amazonenses promoveram duas mudanças que lhe deram mais volume de jogo, mas nada que ameaçasse o colorado. Aos 62 minutos o técnico Paulo Pezzolano tira o cansado Alan Patrick e a partir da saída do maestro colorado, o jogo toma outro contorno e o Internacional deixa de ser perigoso ofensivamente. A equipe adversária se joga pra cima, mas a solidez defensiva do Internacional aparece, até que aos 95 minutos em uma falta distante do gol de Matheus Cunha o Inter sede o empate. Uma falta a meia altura, com uma barreira mal montada, um desvio do reserva colorado Alerrandro na entrada na área e uma falha clamorosa do goleiro colorado decretaram o amargo empate no Beira-Rio.
O que fica de lição para Pezzolano é que alguns jogadores não tem mais condição de vestir a camisa vermelha. O maior exemplo disso é o atacante Alerrandro, um jogador pesado, que aparenta estar fora de forma e não representa nenhum perigo para zaga dos adversários, nem mesmo para fraca e atrapalhada defesa do Remo. Matheus Cunha também é um caso a ser revisto, marcado por falhas jogando por Flamengo e Cruzeiro, ele escreve mais um capitulo agora pelo Inter, entregando três preciosos pontos que seriam um respiro para o Internacional, além de já ter dado uma sobrevida ao Corinthians no segundo confronto da copa do Brasil com dois erros que não cabem para goleiros da série A do futebol brasileiro.
O que nos resta agora é esperar as explicações que nunca vem de uma diretoria omissa e de um patético diretor de futebol que não respondem nem mais aos protestos da torcida colorada.
Autor: Vinicius Rosa / @rosahvinicius