Texto por Colaborador: Redação 12/01/2026 - 04:00

A noite de domingo no Beira-Rio foi dos garotos. Enquanto o Inter buscava a virada contra o Novo Hamburgo no Gauchão, seis jovens estreavam como profissionais e mostravam que o clube precisa olhar mais para dentro de casa antes de buscar reforços no mercado.

O elenco que entrou em campo está longe de ser o ideal - treina junto desde o fim do ano passado justamente para suprir essa lacuna inicial da temporada. Mas a diferença ficou evidente: os garotos do Celeiro brilharam enquanto jogadores experientes que decepcionaram em 2025 seguiram apagados.

O recorde de João Bezerra

O atacante João Bezerra entrou para os livros do clube. Aos 16 anos, 6 meses e 13 dias, tornou-se o jogador mais jovem a estrear profissionalmente pelo Inter em todo o século XXI. Mesmo pouco abastecido, conseguiu demonstrar em alguns lances sua extrema qualidade técnica.

Arhin: intensidade que faltava ao meio-campo

O grande nome da noite foi Benjamin Arhin. O volante ganês de 19 anos dominou o meio-campo com uma intensidade que o torcedor colorado não via há tempos. Histórico também: é apenas o segundo africano a vestir a camisa do Inter, depois do nigeriano Abu lá em 2007.

Os números do Datafut comprovam o domínio: 75 toques na bola, 84% de aproveitamento nos passes (62 de 75), criou três chances de gol - mais que qualquer outro em campo -, venceu sete duelos, recuperou cinco bolas e fez quatro desarmes. A torcida reconheceu: aplausos de pé quando deixou o gramado.

O ídolo Bolívar resumiu bem no programa Intervenção: "Acho que o Benjamin (Arhin) demonstrou uma situação dentro do meio-campo que não estávamos acostumados: ter um jogador com intensidade de marcação (...) Nem tudo está perdido como todo mundo fala. O Inter tem bons jogadores em sua base.”

Allex conduz, Coser decide

O meia Allex, mesmo sem balançar as redes, foi outro destaque positivo. Assumiu a responsabilidade de comandar as jogadas, não se escondeu quando o time precisava e mostrou personalidade com dribles e passes. Mais uma promessa a ser lapidada.

Quem colocou seu nome na história foi Diego Coser. Aos 20 anos, recém-chegado da Chapecoense, marcou o gol da virada em sua estreia. O último jogador a estrear pelo Inter com gol havia sido Carbonero, também no Gauchão, em 2025.

O recado está dado: chega de buscar jogadores que fracassaram em outros lugares. O Celeiro de Ases tem material de sobra para ser explorado.

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