Texto por Colaborador: A. Rother 08/08/2026 - 15:20

José Olavo Bisol, vice-presidente licenciado da Federação Gaúcha de Futebol, divulgou um comunicado contundente contra o presidente Luciano Hocsman. Bisol afirmou: “Em junho, ao me licenciar da Vice-Presidência, falei em uma gestão que não dialoga e decide sem transparência. O que está prestes a acontecer já era algo que me incomodava internamente, inclusive fiz diversos registros formais. O plano estava pronto, alterar o estatuto, se perpetuar no poder e amarrar o eleitorado.”

A FGF convocou uma assembleia para o dia 25 de agosto com proposta de reforma estatutária. Entre os 137 artigos, uma mudança chama atenção: a eliminação do limite de mandatos para presidente. Atualmente, só é permitida uma reeleição, mas a proposta passa a dizer que já ter ocupado o cargo não é impedimento para continuar, sem prazo e sem limite.

Bisol criticou também outros pontos: “A mesma reforma tira dos clubes o direito de recorrer à Justiça em disputas com a Federação, tudo passa a ir para arbitragem privada no Rio de Janeiro. E a ‘Comissão Eleitoral Independente’ que vai cuidar da próxima eleição é nomeada pelo próprio presidente. Vale dizer que arbitragem tem custo elevado e inviabiliza qualquer tipo de debate pela avassaladora maioria dos filiados, que notadamente vivem em condições financeiras precárias.”

Ele concluiu: “Sem limite de mandato. Sem Justiça. Sem eleição fiscalizada por alguém de fora. Isso não é reforma, é fechamento de uma instituição que deveria demonstrar o contrário, e eu nunca tive acesso à construção dessa minuta. Tomei conhecimento pela imprensa. Se os clubes não se posicionarem contra, penso que este ato pode estar decretando o fim do futebol gaúcho, que aqui, pra nós, já vem definhando há anos.”

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