Texto por Colaborador: Redação 28/01/2026 - 02:00

A Confederação Brasileira de Futebol deu mais um passo importante na modernização do futebol nacional. Nesta terça-feira (27), a entidade apresentou o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem do país, que contemplará inicialmente 72 árbitros.

A medida representa o início do compromisso da CBF em transformar a arbitragem brasileira, alinhando o futebol a padrões mais elevados praticados internacionalmente. Para viabilizar o desenvolvimento e profissionalização dos árbitros no biênio 2026/2027, a confederação destinará aproximadamente R$ 195 milhões.

O Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO) foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Arbitragem, coordenado por Netto Góes, Helder Melillo e Davi Feques, com participação de 38 clubes das Séries A e B, consultores internacionais, árbitros, federações e associações. Estruturado em quatro pilares, o programa começará oficialmente em março.

Os árbitros receberão salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance. Eles deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem exigência de exclusividade.

"Trata-se de uma mudança estrutural profunda e necessária, pedida há décadas por todos aqueles que amam nosso esporte. É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo. Uma pauta que precisava ser estudada com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida aqui na CBF. Como em outros casos, essa nova gestão resolveu encarar o desafio", declarou o presidente da CBF, Samir Xaud.

Inicialmente, o modelo será aplicado ao Brasileirão da Série A, mas os árbitros profissionalizados poderão atuar em outras competições durante o ano.

Entre os 72 profissionais selecionados, 20 são árbitros centrais, sendo 11 do quadro da Fifa. Há 40 assistentes, incluindo 20 da Fifa, e 12 árbitros de vídeo (VAR), todos da Fifa. Ao término de cada ano, eles poderão ser rebaixados (no mínimo dois de cada função), com a promoção de outros que se destacarem na temporada.

"O trabalho resulta de reuniões, debates e visitas técnicas, além do mapeamento e da análise de modelos de profissionalização adotados pelas principais ligas europeias. A iniciativa reflete o compromisso da nova gestão da CBF em avançar e apresentar soluções concretas para desafios que se acumulam há anos, sem respostas eficazes, exigências de um futebol mais moderno, profissional e alinhado às melhores práticas internacionais", comentou Helder Melillo, diretor executivo da CBF e relator do GT de Arbitragem.

O PRO está organizado em quatro pilares: "Estrutura Geral", "Excelência com Saúde", "Capacitação Técnica" e "Tecnologia e Inovação", com diversas medidas que orientarão a rotina dos profissionais do programa.

Além da remuneração específica, os 72 árbitros serão avaliados sistematicamente por observadores e comissão técnica contratada pela CBF. Receberão notas baseadas em variáveis como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. Integrarão um ranking atualizado a cada rodada.

"Estruturado em quatro pilares estratégicos, o Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO) inaugura uma nova fase no futebol brasileiro. A iniciativa atende a uma demanda histórica do esporte e está em sintonia com o anseio de clubes, dirigentes, atletas, árbitros e, principalmente, dos torcedores", disse Netto Góes, presidente do GT de Arbitragem.

Os pioneiros da profissionalização contarão com planos individualizados, incluindo rotina semanal de treinos e monitoramento tecnológico. Eles terão suporte completo na área de saúde e passarão por quatro avaliações anuais, com testes físicos e simulação de jogo.

Haverá também uma rotina de capacitação, com imersões mensais que incluem aulas teóricas, testes e sessões práticas em campo. Poderão utilizar recursos de análise de desempenho, com feedbacks individualizados após cada partida, discutindo lances polêmicos.

"Muito importante esse suporte à disposição dos árbitros, com o auxílio de profissionais da saúde, como psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, professores de educação física, entre outros, além de planos individualizados para a rotina semanal de treinos e o monitoramento tecnológico, com dados biométricos de performance avaliados periodicamente", destacou o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra.

20 árbitros centrais

Alex Stefano, Anderson Daronco, Braulio Machado, Bruno Arleu, Davi Lacerda, Edina Batista, Felipe Lima, Flávio Souza, Jonathan Pinheiro, Lucas Casagrande, Lucas Torezin, Matheus Candançan, Paulo Zanovelli, Rafael Klein, Ramon Abatti, Raphael Claus, Rodrigo Pereira, Savio Sampaio, Wagner Magalhães e Wilton Sampaio.

40 assistentes

Alessandro Matos (CBF), Alex Ang (FIFA), Alex Dos Santos (CBF), Alex Tomé (CBF), Andrey Freitas (CBF), Anne Kesy (FIFA), Brigida Cirilo (FIFA), Bruno Boschilia (FIFA), Bruno Pires (FIFA), Celso Silva (CBF), Cipriano Silva (CBF), Daniela Coutinho (FIFA), Danilo Manis (FIFA), Douglas Pagung (CBF), Eduardo Cruz (CBF), Evandro Lima (CBF), Fabrini Bevilaqua (FIFA), Felipe Alan (CBF), Fernanda Kruger (FIFA), Fernanda Nandrea (FIFA), Francisco Bezerra (CBF), Gizeli Casaril (FIFA), Guilherme Camilo (FIFA), Joverton Lima (CBF), Leila Naiara (FIFA), Leone Rocha (CBF), Luanderson Lima (FIFA), Luiz Regazone (CBF), Maira Mastella (FIFA), Michael Stanislau (CBF), Nailton Junior (FIFA), Neuza Back (FIFA), Rafael Alves (FIFA), Rafael Trombeta (CBF), Rodrigo Correa (FIFA), Schumacher Gomes (CBF), Thiaggo Labes (CBF), Thiago Farinha (CBF), Tiago Diel (CBF) e Victor Imazu (FIFA).

12 do VAR

Caio Max, Charly Wendy, Daiane Muniz, Daniel Bins, Diego Lopez, Marco Fazekas, Pablo Ramon, Rodolpho Tolski, Rodrigo Dalonso, Rodrigo Guarizo, Rodrigo Sá e Wagner Reway.

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