Texto por Colaborador: A. Rother 08/05/2026 - 02:00

O Flamengo travou uma batalha judicial contra a Libra pela divisão da parcela de audiência dos direitos de TV do Brasileirão — e saiu vencedor. O resultado: R$ 150 milhões extras garantidos ao Rubro-Negro, a serem pagos pelos próprios clubes do bloco à razão de R$ 37,5 milhões por ano até 2029, o que representa cerca de R$ 5 milhões anuais descontados de cada membro.

Ao longo de todo esse processo, o Grêmio esteve ao lado do Flamengo. Enquanto os demais clubes se opunham à postura carioca, o Tricolor gaúcho manteve alinhamento com o Rubro-Negro — e também registrava perdas financeiras por conta da disputa, estimadas em R$ 7 milhões anuais.

Com a vitória do Flamengo consumada, veio a tentativa de recompensar o aliado: o Rubro-Negro quis incluir pagamentos ao Grêmio dentro do próprio acordo com a Libra. Os demais clubes rejeitaram. Sem conseguir pela via coletiva, Flamengo e Grêmio fecharam um acordo direto — o clube carioca vai repassar cerca de R$ 6 milhões por ano ao Humaitá até 2029. Os dois formalizaram o entendimento em nota conjunta.

A reação no bloco foi de indignação. Para os demais clubes, o Grêmio não teve ganho real — quem lucrou foi o Flamengo, que usou o bobo gaúcho como suporte durante a batalha e agora remunera a fidelidade às custas de todos os outros. Uma fonte do Palmeiras ouvida pela ESPN não poupou palavras: chamou o acordo de "promíscuo".

O episódio foi a gota d'água para o Palmeiras anunciar sua saída da Libra, citando "atitudes egoístas — quando não predatórias". Apesar de todo o atrito, o acordo está fechado e não há possibilidade de ser desfeito.

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