Texto por Colaborador: A. Rother 28/06/2026 - 03:00

A modernização do CT Parque Gigante, liderada pelo ídolo Tinga, trouxe de volta uma pergunta que o Inter ainda não sabe responder: o que será da Cidade do Inter, o ambicioso complexo planejado em Guaíba? O tema passa por reavaliação, e as enchentes que atingiram a região em 2024 tornaram o futuro do projeto ainda mais incerto.

Sonho do clube desde 2014, o complexo na margem oposta do lago Guaíba acumula anos de reuniões, debates e busca pela regularização das escrituras. A área foi diretamente afetada pelas enchentes, o que abriu uma nova rodada de discussões sobre a viabilidade da obra — e, se o projeto seguir em frente, mudanças profundas serão necessárias.

O vice de administração do clube, André Dalto, foi transparente ao ge: "Ainda tem de ser muito conversado. É um projeto do clube, não de uma gestão, e precisa ir ao Conselho Deliberativo. Com a enchente, o projeto teria que passar por mudanças, já que a área ficou abaixo d'água." O dirigente também não escondeu o desafio financeiro: "O montante para tirá-lo do papel sempre foi um desafio. É um investimento bem maior, de R$ 100 milhões, e pode aumentar com as adaptações. Precisamos repensar o projeto e reavaliar custos para dar andamento, nem que seja em fases."

O projeto original é de grande porte: prevê estádio para 5 mil pessoas, múltiplos campos, estrutura de mídia, alojamento para atletas, piscina, estacionamento e refeitório. Dalto ressalta que a área em Guaíba fica "quase em linha reta" ao CT Parque Gigante, o que abriria espaço para uma integração entre os dois complexos em um novo estudo. O debate, no entanto, não tem prazo definido — o clube concentra esforços na reforma do Parque Gigante e ainda passará por eleição no fim do ano, o que pode postergar qualquer decisão sobre a Cidade do Inter.

O "CT do Tinga"

O projeto batizado de "CTorcedores", capitaneado por Tinga, é uma iniciativa coletiva para modernizar o CT Parque Gigante sem custos diretos ao clube, contando com a adesão de ex-jogadores e empresários. No evento de lançamento, foram arrecadados cerca de R$ 600 mil — valor ainda distante da meta de R$ 30 milhões necessários para o início das obras, sem data definida até o momento.

A empreitada está dividida em três etapas. A primeira prevê a construção de um centro de performance, com academia, medicina esportiva e fisioterapia de referência. Na sequência, vem um hotel, que permitiria aos atletas descansar entre turnos e se concentrar para as partidas. A terceira fase contempla a ampliação do espaço com novos campos e a inclusão da base no complexo — os jovens atualmente treinam na Morada dos Quero-Queros, em Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre.

Categorias

Ver todas categorias

Alan Patrick e Borré devem ser negociados?

Sim

Votar

Não

Votar

25 pessoas já votaram