Texto por Colaborador: A. Rother 08/05/2026 - 02:00

Alessandro Barcellos encerrará 2026 como o presidente mais longevo da história do Internacional. Seis anos à frente do clube e impedido de concorrer novamente, ele abrirá espaço para um processo eleitoral que já movimenta os bastidores. Conforme apurado pelo jornalista Fabrício Falkowski, do Correio do Povo, a corrida já começou fora dos holofotes — e, por ora, reúne ao menos cinco nomes, mas apenas um candidato assumido publicamente.

O pleito ocorre em dois turnos. O primeiro é restrito ao Conselho Deliberativo, com mais de 340 conselheiros aptos a votar. O segundo — o chamado "no pátio" — abre a disputa aos associados adimplentes até o final do ano passado, universo de 80 a 90 mil eleitores, dos quais costuma participar cerca de um terço.

O cenário atual é de forte fragmentação. Mais de uma dezena de correntes políticas articulam apoio, e nem mesmo a situação apresenta unidade. Os quatro movimentos que integram a gestão de Barcellos — Convergência, Inove, Academia e Povo do Clube — estavam muito alinhados. Agora estão divididos, colocando em risco seis anos de coesão.

Dentro desse grupo, dois nomes surgem como possíveis candidatos. Victor Grunberg, do Convergência, diz publicamente que não pretende concorrer — mas interlocutores trabalham para mudar sua posição. Dannie Dubin, do Inove, colocou-se à disposição desde o ano passado e mantém o nome no radar.

O Povo do Clube, apesar de integrar a gestão desde o início, vive divisão interna. A tendência é que o movimento priorize a manutenção de espaço no Conselho Deliberativo, lançando chapa própria, mas sem protagonismo na disputa majoritária.

O único nome que assume abertamente a condição de candidato é José Amarante, do Sou Inter, que conta com cerca de 30 conselheiros e busca ampliar sua base para chegar ao segundo turno. Há especulações sobre aliança com o Sangue Colorado, de Leonardo Aquino — mas também não está descartada uma candidatura própria de Aquino, o que geraria disputa direta com Amarante pelo pátio.

Do outro lado, o Movimento Inter Grande — vinculado aos ex-presidentes Fernando Carvalho e Giovanni Luigi — tem a maior bancada no Conselho e tende a chegar forte ao segundo turno. Roberto Melo deve ser novamente o escolhido para liderar a chapa, com provável apoio de Mais Inter e Avante.

Com múltiplos atores e alianças em construção, a eleição do Inter se desenha como uma das mais abertas dos últimos anos. As definições devem se intensificar nos próximos meses, com o período decisivo entre novembro e dezembro. E há uma novidade relevante: os resultados em campo devem ter peso menor do que o habitual nessa disputa — principalmente porque a situação sequer apresenta um candidato viável. Pelo menos, por enquanto.

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