Texto por Colaborador: A. Rother 21/08/2026 - 00:00

Antes de se encontrarem na altitude de Bogotá, Eduardo Coudet e Rafael Santos Borré já haviam dividido vestiário no Beira-Rio, como técnico e jogador do Inter. Agora à frente do River Plate, a dupla voltou a estar junto em campo — mas dessa vez o encontro terminou em bate-boca. No empate sem gols contra o Independiente Santa Fe, que deixa a definição da vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana para o jogo de volta, no Monumental, o resultado positivo pelo contexto da altitude colombiana acabou dividindo espaço com a discussão entre o Chacho e o Comandante.

O River teve um primeiro tempo razoável, com um par de chances claras de gol, mas em geral atuou abaixo do esperado e sofreu bastante no segundo tempo, jogando com uma equipe desfalcada por lesões e ausências. Mesmo com a partida movimentada e repleta de lances de perigo, o que mais chamou atenção foi o cruzamento de farpas entre o treinador e o atacante.

Ainda na etapa inicial, Coudet tentou orientar Borré em campo. De forma efusiva, pediu que o atacante recebesse a bola pelo meio. A resposta veio na hora: "Tranquilo, tranquilo". O técnico, no entanto, não gostou e revidou aos gritos: "Cala essa boca, cala essa boca, porra".

Apesar do bate-boca, Coudet manteve Borré em campo até os 16 minutos do segundo tempo, e quando o atacante foi substituído, os dois se cumprimentaram normalmente. Inclusive, durante uma pausa para hidratação anterior ao desentendimento, a dupla já havia conversado com tranquilidade — reflexo, talvez, da relação construída anos antes, quando os dois faziam parte do elenco do Inter, em Porto Alegre.

Na avaliação de desempenho do jogo, feita pelo portal LPM, Borré recebeu nota 6 e foi descrito como um jogador que "recibió casi todas de espalda y fue de menos a más" — ou seja, passou a maior parte da partida de costas para o gol adversário e cresceu de rendimento com o passar do tempo. A publicação também destacou que o atacante gerou perigo ao se combinar com Correa e que buscou recuar alguns metros para servir de pivô, tanto no primeiro tempo quanto nos 15 minutos em que esteve em campo na etapa final — praticamente todas as suas participações, segundo a análise, aconteceram de costas para o campo adversário.

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