Texto por Colaborador: Redação 26/01/2026 - 06:00

O triunfo colorada por 4 a 2 diante do Grêmio, neste domingo (25), no Beira-Rio, repercutiu intensamente na imprensa esportiva. Válido pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho, o resultado elástico chamou menos atenção do que os indícios de evolução mostrados pelo Internacional nas mãos de Paulo Pezzolano, que completou apenas 20 dias à frente da equipe.

A partida ficou marcada pela virada espetacular. Depois de ver o rival abrir 2 a 1 no placar, o Colorado marcou três gols em um intervalo de apenas oito minutos na etapa complementar - Borré balançou as redes duas vezes e tornou-se o nome do confronto.

Para Vaguinha, colunista do GZH, o processo importa mais que o placar: "Claro que é bom ganhar o Gre-Nal. É bom demais tocar quatro neles. É espetacular e lava a alma, mas mais importante do que isso, tem trabalho. E ele está aparecendo dentro de campo". Durante a semana que antecedeu o clássico, o jornalista havia ressaltado a necessidade de enxergar organização e evolução, independentemente do resultado final.

O colunista vê a vitória como preparação ideal para o Brasileirão, que começa na quarta-feira (28). "O principal não é o cartaz. O principal é ver que existe caminho, que existe construção, que existe algo diferente sendo feito", pontuou. Vaguinha também enalteceu a gestão de Pezzolano frente às adversidades: "O grande nome do jogo foi Paulo Pezzolano. Com poucas opções, ele fez 4 com o mesmo time que começou o jogo. Enquanto isso, o Grêmio já havia mexido 3 vezes. Além disso, está trabalhando com elenco que tem uma folha salarial que é a metade do rival".

Na visão de Mauricio Saraiva, do GE, ficou evidente a diferença de postura entre as equipes. "O Inter competiu desde o início mais do que o Grêmio, entendeu melhor a relevância do clássico e venceu por 4x2", afirmou. O jornalista observou que Luís Castro tentou corrigir os rumos no intervalo ao escalar o meio-campo já utilizado em 2025, com Dodi, Edenilson e Arthur, mas sem sucesso.

Saraiva ressaltou ainda a recuperação de atletas antes questionados: "Borré foi reabilitado pelo treinador e Carbonero, o 'preguiçoso' de Ramón Diaz, colocou o jogo no bolso". Segundo ele, o Inter apresentou "duas reações no jogo, atitude diferente de tudo que a torcida colorada viveu em 2025". A conclusão foi direta: "O Gre-Nal que supostamente valia pouco acabou valando muito".

Lucas Dias, setorista da Baldasso TV, sintetizou o confronto de forma contundente: "Um amasso do Inter. Um nó de Pezzolano em Luís Castro. Jogaço que nem o mais otimista imaginava". Apesar do entusiasmo, fez questão de equilibrar a análise: "O trabalho já é possível ser visto e requer paciência. Não é pq ganhou hoje que está tudo certo e nem estaria tudo errado se tivesse perdido".

Fábio Giacomelli, colorado influente no Twitter, seguiu raciocínio semelhante: "Ganhar é bom. Ganhar clássico, nem se fala. Fazer 4 no rival, melhor ainda. Mas, sinceramente, o melhor de tudo é ver que há trabalho". O torcedor destacou o empenho da comissão liderada por Abel Braga e enfatizou: "São 20 dias de trabalho. Vinte dias. E há um padrão de jogo no Sport Club Internacional".

Rafael Colling, da Rádio Gaúcha, aproveitou para reconhecer desempenho individual: "Quero destacar aqui a baita atuação do volante Ronaldo. Muita raça e comprometimento. Inclusive conseguiu até chegar na frente da área pra fazer duas conclusões a gol. Critiquei quando foi mal, mas agora elogio porque ir muito bem num Grenal não é fácil".

Leonardo Sonda, jornalista da Band-RS, elogiou o desempenho mas fez alerta: "Inter do Pezzolano atropelou o Grêmio de Luis Castro! Foi melhor em 90% do tempo e seria injusto se perdesse ou empatasse". O profissional completou com ressalva importante: "Colorado de parabéns, mas precisa entender que isso deverá ser combustível para a temporada (Brasileiro e Copa do Brasil) e não gerar comodismos".

Hiltor Mombach, em seu blog no Correio do Povo, descreveu a intensidade desde os primeiros minutos: "Quem chegou atrasado no Beira-Rio perdeu o começo de um Gre-Nal eletrizante. Aos 9 minutos já estava 1 a 1 e, aos 13 minutos, o Inter já havia atacado quatro vezes". O contraste com a era anterior ficou evidente em sua análise: "Lembram daquele Inter arrastado do treinador Ramon Díaz? No primeiro Gre-Nal sob o comando de Paulo Pezzolano teve raça, imposição, gana, marcação firme e forte, apetite de bola".

Mombach também apontou fragilidades do adversário: "O Grêmio perdeu o meio-campo nos 90 minutos. Nos primeiros 45 minutos teve em Cristaldo a figura mais apagada. Esperava-se mais de Tetê e Arthur". Sua avaliação final reconheceu a qualidade do espetáculo: "Por ser em começo de temporada, muito bom jogo, com o Inter dando as cartas".

Pedro Denardin, também no GZH, foi ainda mais contundente ao avaliar o desempenho das equipes. Segundo o jornalista, o placar de 4 a 2 não refletiu a superioridade colorada: "Jogando com intensidade, o Inter conseguiu ser muito melhor que o Grêmio. Quatro a dois foi um pouco. Já no primeiro tempo, os jogadores colorados tiveram oportunidades de atacado para liquidar o Grêmio".

Denardin foi duro com jogadores específicos do Tricolor. Sobre Arthur e Tiaguinho, afirmou que "quase não tocaram na bola", enquanto Cristaldo recebeu críticas severas: "Se repete, ou seja, ele nada produz em jogos grandes. E encantou o treinador gremista quando fez um bom jogo contra o São Luiz de Ijuí. Alguém poderia ter dito isso pra ele que este jogador deixa o time com 10".

O goleiro Weverton também foi alvo de análise negativa: "Foi outro que fracassou. Tomou um gol saindo e não catou as borboletas que buscava". Denardin destacou ainda que a ausência de marcação volante permitiu ao Inter criar chances durante toda a partida, e citou uma penalidade de Arthur sobre Carbonero que não foi assinalada. Para ele, "o time gremista escapou de um grande vexame" e precisa urgentemente "contratar um volante para proteger seus zagueiros".

Sobre o Colorado, Denardin não poupou críticas a Rochet: "Levou mais um gol inexplicável. Ah, mas ele é goleiro da seleção do Uruguai e estará na Copa do Mundo. Se repetir o que faz no Inter, vai tirar sua seleção da Copa em seguida". Apesar disso, reconheceu o trabalho de Pezzolano: "Seu treinador deixou claro que seu time poderá conquistar vitórias importantes com a exigência extrema que exige de seus jogadores", embora tenha ressalvado que "o Inter ainda tem deficiências importantes" e que "a diretoria ainda tem muito para fazer".

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