Texto por Colaborador: A. Rother 29/08/2026 - 03:30

O Internacional iniciou uma corrida contra o tempo para reduzir as pendências financeiras que mantém com o elenco. O clube tem duas parcelas de direitos de imagem em atraso e também ainda não quitou parte do 13º salário referente a 2025. A dívida com os jogadores já ultrapassa R$ 10 milhões.

A situação ganhou novos contornos antes do Gre-Nal. Diante dos pagamentos pendentes, os atletas decidiram não permanecer concentrados para o clássico disputado no Beira-Rio. Após o empate por 0 a 0, a direção colorada passou a tratar a regularização dos valores como uma das principais prioridades neste momento.

O cenário exige uma solução rápida também por causa das dificuldades que o clube enfrenta no mercado. O Inter recebeu nesta semana uma nova punição da Fifa que impede o registro de jogadores e trabalha com a possibilidade de sofrer outros transfer bans caso determinadas obrigações não sejam solucionadas.

Por isso, integrantes de diferentes setores da direção foram mobilizados para encontrar alternativas que permitam levantar recursos nas próximas semanas.

Conforme o GZH, uma das possibilidades é ampliar a receita obtida com acordos comerciais. O clube já fechou recentemente um contrato pontual com uma empresa do setor de pneus, que estampou sua marca como patrocinadora máster da camisa em quatro partidas por aproximadamente R$ 1 milhão. A intenção agora é transformar esse tipo de negociação em contratos de duração maior.

Outra alternativa estudada é recorrer ao sistema bancário. A contratação de empréstimos poderia gerar recursos de maneira mais significativa, mas depende de procedimentos que podem levar tempo. Além disso, a medida aumentaria o volume de compromissos que ficará para a próxima administração, que assumirá o comando do clube em janeiro.

A direção também analisa a possibilidade de antecipar receitas de patrocínios previstas para 2027. A operação, porém, precisaria passar pelo Conselho Deliberativo e tende a provocar discussões internas, principalmente porque reduziria parte das receitas disponíveis para a futura gestão.

Dentro do clube, há resistência justamente por esse motivo. A administração atual avalia que antecipar valores do próximo exercício pode aliviar a situação imediata, mas deixaria menos recursos para quem assumir o Inter no início do próximo ano.

A venda de jogadores aparece como outra frente para gerar dinheiro. Os representantes dos atletas foram informados de que o clube está disposto a analisar propostas, desde que os valores apresentados sejam considerados compatíveis com o mercado.

Entre os jogadores que podem deixar o Beira-Rio, Carbonero é atualmente um dos casos mais avançados. O atacante desperta interesse do Krasnodar, da Rússia, e uma negociação poderia representar uma entrada importante de recursos para o caixa colorado.

Atletas das categorias de base também podem ser envolvidos em negociações. A avaliação interna é que eventuais saídas de jovens do sub-20 teriam impacto esportivo menor no curto prazo, já que o elenco principal está concentrado nas disputas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

A prioridade estabelecida pela direção, entretanto, é colocar os pagamentos dos jogadores em dia. A busca por receitas emergenciais ocorre em paralelo às tentativas de reorganizar as demais dívidas do clube, em um momento no qual o Inter precisa equilibrar a necessidade de caixa imediato com compromissos que podem afetar a próxima administração.

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