Ricardo Duarte / Inter/DivulgaçãoDias após o papelão nas semifinais do Gauchão, o Internacional estreou na Sul-Americana frente uma das piores equipes do campeonato argentino. E quando todos os colorados esperavam uma mínima e poderosa resposta dentro de campo, o que se viu, no entanto, foi praticamente o mesmo de semanas atrás. Mesmo tendo a estreia de Borré no setor ofensivo - além de Thiago Maia no meio-campo e um seguro Fernando na zaga - fato é que o SCI apresentou uma atuação muito aquém do esperado, se contentando com um mísero empate, sem qualquer solução ofensiva e nem uma dezena de finalizações. Com o colombiano completamente isolado em uma espécie de "exército de um homem só", duas etapas amorfas mais preocupam do que animam o torcedor em um momento crucial da temporada.
A etapa inicial foi de praticamente nenhum futebol. Burocrático e com pouca velocidade nas transições ou movimentações, o SCI esteve em praticamente os 45 minutos com a bola, mas nada fez com isso. Com exceção de um erro de saída do goleiro argentino, em que Borré por pouco não conseguiu aproveitar, não se viu nada. Pelo menos, no lado oposto, pode controlar assim um inofensivo Belgrano, que não somou um disparo na meta de Rochet, contra apenas 3 dos gaúchos.
Na volta dos vestiários, o que se viu foi disso para pior. Vendo um Belgrano mais agressivo e ofensivo, a esquadra alvirrubra por muito pouco - mais sorte do que juízo - não sofreu o gol, graças a falta de pontaria do "Pirata" na entrada da área, nos instantes iniciais. Mantendo sua pouca inspiração e soluções táticas por parte de Chacho, o confronto aos poucos foi recuperando o estilo inicial, com uma equipe sem nenhuma inspiração ofensiva do lado vermelho. O quadro só ficaria levemente melhor com as entradas de Gustavo Prado e Wesley, quando a dupla - em jogadas individuais - conseguiu abastecer Rafael Borre em lances esporádicos. Em um deles, o colombiano quase marcou seu primeiro tento, de cabeça, mas no geral, passou completamente isolado e sem ser minimamente abastecido. No fim, um empate com uma atuação muito abaixo, que não acalma o torcedor do vexame no Gauchão e tão pouco dá sinais de recuperação. Pelo terceiro jogo seguido, não criamos nem 10 oportunidades, com míseros 6 disparos em 90 minutos ligando, novamente, o sinal de alerta.
Agora, o Saci enfrenta o Real Tomayaco, no Gigante, dia 10/4, às 21h.
LANCES DO JOGO
DESTAQUE POSITIVO: FERNANDO, GUSTAVO PRADO
FICOU DEVENDO: VITÃO, MAURÍCIO, COUDET
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