Texto por Colaborador: Redação 07/11/2023 - 01:00

O Internacional, em conjunto com os demais clubes que compõem a Liga Forte União, emitiram um comunicado no qual solicitam ao Congresso Nacional uma abordagem sensível durante a votação da Reforma Tributária.

A preocupação do grupo decorre do entendimento de que a proposta de reforma, tal como está sendo divulgada, pode comprometer a capacidade de recuperação, desenvolvimento e contribuição do futebol para o país, especialmente após a aprovação da Lei da SAF.

Os clubes fazem um apelo para que o futebol seja considerado como uma atividade que merece tratamento tributário específico. A votação da Reforma Tributária está prevista para ocorrer nesta semana no Senado Federal. A reforma, proposta pelo governo, tem como objetivo simplificar o sistema tributário brasileiro, substituindo diversos impostos, como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, pelo Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS).

Na semana anterior, as agremiações esportivas que fazem parte da Liga Forte Futebol e do Grupo União negociaram 20% de seus direitos comerciais para os próximos 50 anos com um consórcio de investidores, no valor aproximado de R$ 2,6 bilhões. O grupo investidor é liderado pela Life Capital Partners (LCP), e o acordo tem validade de 2025 a 2075.

Confira a nota completa dos clubes integram da Liga Forte União:

A Liga Forte União do Futebol Brasileiro, por seus integrantes, alertam a sociedade, os torcedores e o Congresso Nacional para o risco de a reforma tributária, na forma como vem sendo divulgada, inviabilizar a recuperação, o desenvolvimento e a contribuição da atividade futebolística para o país.

Desde o advento da Lei 14.193/2021, a chamada Lei da SAF, uma série de negócios se realizou, mediante a atração de investidores nacionais e internacionais. Tais negócios não apenas fizeram nascer uma nova perspectiva esportiva para os times brasileiros, como demonstraram o papel que o futebol pode ter na criação de empregos, geração de riquezas e participação no incremento do produto interno bruto (PIB).

Lembre-se, aliás: o futebol é a maior atividade de entretenimento do planeta, é a atividade mais praticada ou acompanhada no país, e tem, como nenhuma outra atividade empresarial, capacidade de inserir e distribuir riquezas entre as camadas menos favorecidas da população.

Toda essa perspectiva, originada com a Lei da SAF, deve ser mantida pelo Congresso Nacional com a inclusão das atividades desportivas empresariais entre as hipóteses prescritas pelo art. 156 – A, § 6, da PEC 45, para, num segundo momento, ser objeto de política tributária específica e adequada – como passou a ser, desde 2021, com a criação do Regime de Tributação Específica do Futebol (TEF). Sem essa inclusão na Reforma, surgirá evidente barreira tributária ao desenvolvimento empresarial do futebol no Brasil.

Por tais motivos, os clubes – mesmo aqueles que por ora se mantêm sob a forma de associação sem fins lucrativos, mas que, em conjunto com os que já se converteram em SAF, acreditam que a afirmação do novo ambiente do futebol depende da sensibilidade do Congresso Nacional em relação ao tema – solicitam, em nome das dezenas de milhões de torcedores que representam, que o futebol seja incluído entre as atividades às quais poderá ser dado tratamento tributário específico, nos termos do art. 156-A, §6º, da PEC 45.

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