Texto por Colaborador: Redação 29/07/2022 - 00:30

O jornalista Vicente Seda, do GE, informou nesta quinta (28) que a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) deverá reunir seus membros no dia 2 de agosto para debater internamente os pontos já discutidos no início da semana com o outro bloco no qual o Inter faz parte, a Liga Forte Futebol do Brasil (LFF). A partir daí, a ideia é que seja marcada uma nova reunião entre os dois grupos, mas desta vez com presença de especialistas técnicos, para que se iniciem tratativas mais específicas e aprofundadas sobre os principais pontos de divergência.

Recentemente, a Libra encaminhou para a LFF as mudanças que já ocorreram no estatuto assinado inicialmente e que tem diversos pontos com os quais os clubes da LFF não concordam. Mas, pelo menos em relação a alguns deles, a Libra vem se mostrando mais disposta a conversar. Entre eles, a necessidade de unanimidade para mudar questões importantes como rateio de receitas. Nas regras da LFF, é necessária somente maioria qualificada e, segundo os membros da Libra ouvidos pelo ge, não é tão difícil chegar a um consenso nesse ponto.

Um ponto que pode facilitar as tratativas no ponto mais complicado, a divisão do dinheiro, é a inclusão no estatuto da Libra de uma modificação nos percentuais caso a receita da venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2025 ultrapasse os R$ 4 bilhões. Se isso acontecer, está previsto que o rateio inicialmente acordado na Libra com 50% de divisão igualitária, 25% proporcional à performance esportiva e 25% atrelados a audiência e engajamento, passe para um modelo de 45%-30%-25%, mais próximo do que deseja a LFF, que inicialmente propôs a divisão em 40%-30%-30%.

Outras questões ainda devem ser colocadas para debate, especialmente em relação a clubes da Série B. No encontro entre Libra e LFF, em São Paulo, chegou a ser sugerida na mesa a possibilidade de o número de rebaixados no futuro ser reduzido para três, em vez de quatro como ocorre atualmente. Mas é uma questão que não deve ser analisada com mais profundidade antes de um consenso para adesão a uma liga única.

Na saída do restaurante que recebeu representantes dos dois blocos, também se tocou em um ponto central, um teto para a diferença entre o que receberá o primeiro da fila no rateio e o último. Para a LFF, quem ganha mais não pode receber mais de 3.5 vezes o montante destinado ao último da lista. Porém, segundo os membros da Libra ouvidos pelo ge, ainda não foi apresentada uma fórmula que faça essa conta fechar.

Nos cálculos da Libra, hoje, o primeiro recebe em média cerca de seis vezes mais do que o último. Mas os próprios membros da Libra enxergam que o ideal é que se caminhe para uma redução gradativa até que se chegue a esse teto de 3.5 vezes, mas não imediatamente, a princípio.
A Libra se enxerga em patamar mais avançado de estudos e estruturação e, portanto, continua não considerando a possibilidade de fundir entidades. A reunião marcada para o dia 2 de agosto é justamente para discutir, com todos os membros da Libra, como é possível que se aproximem do que quer a LFF para permitir a adesão de todos os clubes das Séries A e B.

Depois do encontro entre os blocos, há um sentimento de otimismo de ambos os lados de que será possível aparar as arestas e chegar a um consenso nos princípios gerais de uma liga única ainda em 2022, para que então passem a ajustar detalhes mais específicos.

A Libra hoje é formada por: Grêmio, Botafogo, Flamengo, Vasco, Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino, Guarani, Ponte Preta, Novorizontino e Ituano.

Os membros da LFF são: América-MG, Atlético-MG. Atlético-GO, Athletico-PR, Avaí, Brusque, Ceará, Chapecoense, Coritiba, CRB, Criciúma, CSA, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude, Londrina, Náutico, Operário, Sampaio Côrrea, Sport, Tombense e Vila Nova.

 

Categorias

Ver todas categorias

Mano deve permanecer em 2023?

Sim

Votar

Não

Votar

912 pessoas já votaram