Texto por Colaborador: A. Rother 07/07/2026 - 01:00

A derrota do Brasil para a Noruega, por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo, repercutiu mal entre nomes do futebol nacional. Um dos que mais criticaram o resultado foi Lisca, ex-treinador de clubes como Internacional, Vasco, Juventude e Santos, que aproveitou uma participação no programa Hospício, no YouTube, ao lado dos jornalistas Rica Perrone e Duda Garbi, para atacar o trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção.

Para o comentarista, a responsabilidade pela eliminação precoce recai diretamente sobre o comando técnico, que teria conduzido o time a uma atuação “covarde” diante dos noruegueses.

“Vamos lá, treinadores brasileiros. Agora é a nossa hora. Nos sacanearam durante anos. Queriam estrangeiro e está aí. Pior campanha da história. O Brasil não tem nada. Não deixou nada. O Brasil violentou a sua maneira de jogar e perdeu covardemente. Quer a verdade? Desculpe, foi covardemente. Perder faz parte. A gente mais perde do que ganha. Mas não desse jeito”, disparou Lisca.

Na sequência, o ex-treinador reforçou que o italiano não deveria ser poupado de críticas apenas por seu currículo, comparando sua rotina de trabalho à de outros técnicos brasileiros que também alternam peças e testam alternativas nos treinamentos.

“A responsabilidade é do treinador. Sempre foi. Quando é o brasileiro, é assim. Agora tem que ser assim também. Até ontem, o Ancelotti era o mito, o Deus, o cara que treinava todas as alternativas no treino. Meu irmão, todos os técnicos fazem isso. E eu tenho que escutar isso. Ah, ele treina o Igor Thiago, treina não sei quem, todos fazem isso, o Barroca, o Barbieri, o Tite. Ele é um monstro? Então hoje a p… é dele”, finalizou.

Vale lembrar que, antes mesmo do início desta Copa do Mundo, Ancelotti já havia renovado seu vínculo com a CBF até 2030 e segue confirmado no comando da Seleção para o novo ciclo. O primeiro compromisso do Brasil no período pós-Copa será em setembro, fora de casa, diante da Austrália — partida que deve marcar o início da renovação do elenco, já que jogadores como Casemiro, Marquinhos, Danilo e Neymar têm despedida da Seleção como possibilidade no horizonte.

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