Texto por Colaborador: A. Rother 04/09/2026 - 03:00

A pressão pela saída de Paulo Pezzolano do Internacional aumentou consideravelmente após a derrota por 3 a 1 para o Grêmio, na Arena, que eliminou o Colorado da Copa do Brasil. Além da insatisfação de grande parte da torcida, nomes conhecidos da imprensa esportiva também passaram a defender publicamente a demissão do treinador.

Entre os comentaristas declaradamente torcedores do Inter, Nando Gross e Fabiano Baldasso se posicionaram pela saída do uruguaio durante suas respectivas jornadas após o clássico.

Nas redes sociais, o setorista da Band-RS, Leonardo Sonda, também criticou duramente as escolhas de Pezzolano e questionou a capacidade do treinador de fazer a leitura correta das partidas.

“Assusta a falta de leitura do Pezzolano. O jogo se apresentava de uma forma MUITO CLARA para um Inter reativo. O time era até meio óbvio: linha de 5, fechando os espaços e saindo em velocidade. Ele escala e arma um time sem velocidade, com jogadores pesados, pra ter a bola”, escreveu.

Sonda ainda voltou a defender a possibilidade de uma mudança no comando técnico. “Como disse há alguns dias, Pezzolano merece ser criticado e talvez, demitido. Não me surpreenderia a saída do uruguaio”, completou.

Fábio Giacomelli seguiu pelo mesmo caminho e classificou como equivocada a estratégia utilizada pelo treinador no Gre-Nal. Para ele, Pezzolano abandonou a fórmula que havia feito o time funcionar e voltou a apostar em mudanças que não deram resultado.

“O Inter de Pezzolano só funcionou de um modo. Mas o nosso Pardal abandonou esse jeito e praticamente nunca mais venceu. Hoje era jogo para aquele time. Inventou de novo e o resultado é esse. Tem que cair hoje. Com a sua comissão, Pablo Fernandez e outros asseclas”, publicou.

O momento vivido pelo Inter dá ainda mais peso às críticas. Nos últimos 13 jogos da temporada, o Colorado perdeu sete vezes, empatou cinco e conseguiu apenas uma vitória, contra o Corinthians. Eliminado da Copa do Brasil, o time também não consegue vencer no Campeonato Brasileiro e está atualmente na zona de rebaixamento.

Alexandre Perin também utilizou o X para criticar as decisões de Pezzolano no clássico. Na avaliação do perfil, o treinador tinha uma missão clara para o confronto: fechar os espaços e explorar os contra-ataques. No entanto, segundo Perin, o comandante colorado voltou a promover mudanças significativas na equipe, algo que, para ele, tem prejudicado o rendimento coletivo.

“E o treinador que só tinha uma missão hoje: retrancar o time e esperar o contra-ataque. MAIS UMA VEZ ELE MUDOU TODO O TIME com resultados catastróficos. Nenhum jogador sabe o que fazer, afinal todo jogo ele muda tudo”, escreveu.

Perin ainda foi enfático ao defender a saída imediata do uruguaio: “Pezzolano não tem que voltar pro Beira-Rio. Pardal do caralho.”

Na coluna do GZH, o jornalista e comunicador Vaguinha também defendeu uma mudança imediata no comando. Em sua análise, classificou a atuação diante do Grêmio como mais uma experiência malsucedida sob Pezzolano e afirmou que o treinador está sem encontrar soluções para o momento do time.

Vaguinha resumiu sua avaliação defendendo que “o trabalho não está funcionando” e que o Inter “não pode esperar o jogo contra o Santos”, diante da necessidade de uma reação imediata na luta contra o rebaixamento.

O jornalista também fez uma comparação entre os trabalhos de Pezzolano e Luís Castro nos dois Gre-Nais, destacando que o treinador gremista passou de questionado pela própria torcida a protagonista, enquanto o comandante colorado deixou os dois clássicos com resultados negativos e uma situação cada vez mais delicada.

Na avaliação de Vaguinha, o Inter precisa de um “plano emergencial” para as 13 rodadas restantes do Brasileirão e não pode mais adiar uma decisão. Por isso, o comunicador defendeu publicamente a demissão de Pezzolano e a busca imediata por uma alternativa para evitar que a crise se aprofunde.

O próximo compromisso do Inter será justamente contra o Santos, no domingo (6), no Beira-Rio. O confronto é considerado decisivo na luta contra o rebaixamento e acontecerá em meio a uma pressão cada vez maior sobre Pezzolano e a direção colorada.

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