Texto por Colaborador: Redação 26/01/2026 - 03:00

A derrota por 4 a 2 para o Internacional, na noite deste domingo (25), no Beira-Rio, expôs fragilidades do Grêmio que o técnico Luís Castro não conseguiu disfarçar. O treinador português admitiu abertamente que a equipe "desapareceu" durante aproximadamente dez minutos fatais, período no qual o Colorado virou completamente o jogo.

Após abrir o placar e depois ver o Inter empatar, o Tricolor voltou à frente com Edenilson aos 20 minutos do segundo tempo. A partir dali, porém, veio o colapso: Borré marcou aos 28 e aos 30, enquanto Bernabei fechou a goleada aos 36. Três gols sofridos em apenas nove minutos.

"Uma equipe como a nossa que sofre em nove minutos três gols tem que tirar claramente ilações grandes do que é o jogo e da forma que deve se equilibrar mentalmente. Não podemos nos desequilibrar como desequilibramos a partir do 2 a 2. A equipe desapareceu durante uns minutos e foram fatais", reconheceu Castro, atribuindo o apagão a um desequilíbrio emocional coletivo.

O comandante foi enfático ao distribuir a responsabilidade entre todos os atletas, recusando-se a individualizar críticas mesmo quando provocado. Questionado sobre atuações específicas de Marcos Rocha, que sofreu nos duelos diretos com Carbonero, e de Weverton, envolvido diretamente no primeiro e no quarto gol colorados, o português foi taxativo na defesa do elenco.

"Estarmos a dizer que nós perdemos por causa de um jogador não marcador, por causa de um goleiro. Não, a equipe toda perdeu. Toda a equipe. Não é este nem aquele jogador, ok?", afirmou. Para Luís Castro, o problema foi coletivo: "Trabalhamos muito mal mesmo em termos daquilo que é uma equipe no seu momento defensivo, não estivemos como equipe. Não foi este ou aquele jogador, a equipe tem de defender e a equipe não esteve bem nesses momentos".

O técnico também defendeu a escolha tática de escalar Arthur e Tiaguinho juntos, dois volantes com características mais ofensivas. Na visão dele, a formação não foi o problema, mas sim a execução nos momentos cruciais da partida.

Sobre ter utilizado os titulares desde o início do Gauchão enquanto o Inter rodou o elenco com jovens nos primeiros jogos, Castro relativizou: "Sempre que uma equipa perde, a outra tem a razão toda. A única estratégia no início da temporada que nós montamos foi observar todos os jogadores até ao primeiro jogo do campeonato e dar o máximo de oportunidades a todos. Queríamos muito ganhar o jogo, trabalhamos muito para ganhar, só que muitas vezes trabalhamos mal, e trabalhamos mal fundamentalmente ao longo de um período de 10 minutos que nos foram fatais".

Apesar do discurso protetor, o treinador não escondeu que mudanças serão implementadas. "Agora, temos que mudar algumas coisas. Claro que temos de mudar. Claro que temos. E é a grande lição que levamos", garantiu.

Na zona mista, o vice-presidente de futebol Antônio Dutra Júnior também minimizou a derrota e contestou qualquer análise que apontasse o Grêmio como favorito no clássico.

"Quem aponta favoritismo no Gre-Nal não conhece a história do jogo, que inúmeras vezes surpreende análises que determinaram que um dos lados era favorito. Foi um jogo normal, como vários outros", declarou o dirigente, que também fez questão de lamentar "alguma questão disciplinar do julgado", sem detalhar a reclamação.

Dutra seguiu a linha do técnico ao relativizar o resultado e garantir que os diagnósticos internos sobre as carências do elenco já existiam antes do clássico: "O que aconteceu no jogo não muda os diagnósticos que já temos. Sabemos que nossas carências e estamos trabalhando para fortalecer o elenco".

O vice também reforçou o argumento de que o Tricolor ainda está em fase de preparação: "O Grêmio vem explicando desde o início que está em pré-temporada. No meio da pré-temporada temos jogos que são importantes, valem pontos, mas o campeonato não acabou".

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