Texto por Colaborador: Redação 01/03/2026 - 21:44

O Inter agora precisa de um feito histórico para conquistar o Gauchão. A derrota por 3 a 0 no GreNal 450, disputado na Arena, coloca o time numa situação delicadíssima para o jogo de volta no Beira-Rio. Mas o técnico Paulo Pezzolano não se rendeu — e saiu da coletiva com o sangue fervendo, concentrando suas críticas na arbitragem de Anderson Daronco e, principalmente, no responsável pelo VAR, Daniel Nobre Bins.

O pivô das reclamações foi um lance aos 12 minutos do primeiro tempo: uma cotovelada de Arthur em Borré dentro da área colorada. Para Pezzolano, a jogada merecia expulsão e mudaria completamente o rumo da partida — já que aconteceu antes do vermelho para Bernabei e dos três gols gremistas.

"Sinceramente, até hoje, era uma pessoa que acreditava no Gauchão. Queremos falar de futebol. A expulsão do Arthur era a que minuto? Falo até esse momento, depois não falo sobre o futebol. Foi tendenciosa. Fiquei brabo porque vi o que viria pela frente. Foi a primeira falta e tendencioso. O VAR tem um árbitro que tem o estádio do Grêmio às costas. Um torcedor do Grêmio fazendo VAR, gente? Eu não sabia", disparou o uruguaio.

O treinador foi ainda mais direto ao tratar da suposta parcialidade do VAR: "O árbitro do VAR tem uma foto com o estádio do Grêmio nas costas. É um gremista atuando como árbitro de vídeo. Ficou tendencioso. Sou uruguaio e estamos acostumados a lutar contra tudo e contra todos. Peço desculpas ao torcedor do Inter, mas podemos jogar contra 11. Contra 12 não dá. Ninguém pode falar que não era vermelho."

Sobre o vermelho para Arthur, reforçou: "Ele não se cobre, não foi natural o movimento. O jogo era para nós com 11 contra 11. No VAR, era vermelho para Arthur. Depois dessa jogada no Bernabei, disse para ele que foi bem. Foi um jogo atípico."

Mesmo visivelmente irritado, Pezzolano fez questão de manter o discurso de esperança na virada. O retrospecto recente dá algum amparo: em janeiro, no GreNal 449, o Inter marcou quatro gols na vitória por 4 a 2. "Fizemos quatro gols no outro Gre-Nal. Podemos fazer de novo. Por mim, jogaria agora. Estou esperando o jogo", afirmou.

Internamente, o discurso é de que a reversão é improvável, mas não impossível.

Na análise tática, o treinador admitiu falhas. Reconheceu que o Grêmio entrou melhor, que o Inter não conseguiu encaixar a pressão que pretendia e que errou ao não explorar os lados do campo. "Sem dúvidas, faltou entrar no jogo. Eles estavam mais bem posicionados do que nós. Foram só quinze minutos, mas não pudemos pressionar como queremos. Erramos um pouco em não jogar pelos lados. Foram detalhes táticos. Eles fizeram bem", reconheceu.

Sobre o segundo gol sofrido, foi autocrítico: "Essa jogada, sim, estávamos desatentos. Não corremos para trás. Ficamos olhando essa bola. Tínhamos que ter corrido antes."

E sobre o gerenciamento das substituições com um a menos: "Com um jogador a menos, precisávamos manejar melhor as janelas de trocas. Não aconteceu nada porque não trocamos. Não fizeram outro gol pois não trocamos."

Entre a indignação com a arbitragem e a fé numa virada quase impossível, o Inter tenta se reerguer para um desafio que exige desempenho quase perfeito diante de sua própria torcida.

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