Texto por Colaborador: Redação 26/01/2026 - 04:58

A noite de domingo (25) marcou a estreia de Paulo Pezzolano em um clássico Gre-Nal em 2026, e o treinador uruguaio saiu com motivos de sobra para comemorar. No Beira-Rio, o Colorado superou o rival tricolor por 4 a 2, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho. Após começar perdendo, a equipe colorada virou o placar e conquistou os três pontos diante de sua torcida.

A postura adotada pelo Inter chamou atenção especialmente pela pressão constante exercida na saída de bola gremista. Ao término do confronto, Pezzolano frisou seu desejo de manter essa agressividade como padrão em todos os jogos, embora saiba das dificuldades em sustentar tal ritmo sempre.

"Desde o primeiro dia que assumi aqui, deixei claro o que queremos mostrar: uma equipe com a qual o torcedor se identifique. Buscamos um time faminto, que briga até o último segundo", afirmou o comandante.

O técnico reforçou a importância dessa conexão entre o elenco e a arquibancada. Para ele, a torcida colorada exerceu papel fundamental na construção do resultado positivo, transformando-se praticamente em mais um atleta em campo.

"Sinto muito orgulho porque percebi essa identificação. Hoje não jogaram 11, foram 12. A torcida esteve impressionante. Queremos ser um time forte não apenas dentro das quatro linhas, mas também com o apoio da nossa gente. O que vimos hoje foi impressionante", destacou.

O treinador também demonstrou gratidão por integrar o clube neste momento delicado. "Tenho orgulho de estar no Inter. Todos aqui conhecem o momento que atravessamos: Abel, o presidente... vamos enfrentar dificuldades, mas trabalhando unidos dentro e fora de campo. Estamos nos dedicando a isso. Com união e sinergia, podemos alcançar resultados impressionantes", declarou.

Além do desempenho técnico, Pezzolano creditou a vitória à maturidade demonstrada pelos jogadores ao compreenderem as dimensões do clássico. Segundo o uruguaio, o time soube sofrer quando necessário e aproveitou os momentos de superioridade com eficiência.

"Fomos inteligentes ao interpretar a partida. Houve fases em que eles estiveram melhor e conseguimos nos reorganizar rapidamente. Quando dominamos, fizemos valer essa vantagem. É isso que um clássico exige: saber resistir aos momentos difíciles e aproveitar ao máximo as oportunidades", analisou.

Sobre Arthur, Pezzolano preferiu não se aprofundar taticamente. "É um grande jogador, mas precisávamos neutralizar os pontos fortes deles. Os atletas executaram bem. Não vou detalhar muito a parte tática porque logo nos enfrentaremos novamente. Soubemos ler o jogo e seus diferentes momentos. Resistimos nas fases complicadas", comentou.

Para encerrar, o técnico traçou um paralelo com o clássico uruguaio entre Nacional e Peñarol, que também "divide o país". Reconheceu os investimentos maiores realizados pelo Grêmio no mercado, mas enfatizou que o Inter compensou essa diferença com entrega e determinação.

"Sabemos que o rival está contratando jogadores de alto nível, grandes nomes, enquanto passamos por dificuldades financeiras. Mas como vamos equilibrar isso? Com energia, sendo um time aguerrido em campo. É isso que precisamos fazer, foi o que mostramos", concluiu Pezzolano.

Questionado sobre Ronaldo, que deixou o gramado sob aplausos, o treinador foi direto: "Não gosto de falar demais. Prefiro treinar. Se a torcida visse como Borré e Ronaldo trabalham nos treinos, ficariam tranquilos. 2025 já ficou para trás. Gosto da forma como se dedicam. Se estão jogando, é porque merecem".

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