Texto por Colaborador: Redação 24/01/2026 - 02:00

Rodrigo Villagra desembarca no Inter com a missão de recuperar o prestígio que o levou à impactante transferência para o River Plate em 2024. No Monumental de Nuñez, porém, ficou longe de corresponder às expectativas criadas. Os gaúchos esperam que, no Beira-Rio, ele se sinta à vontade para ser o protetor da defesa que tanto buscam. A dúvida, entretanto, é sobre qual versão do volante chegará a Porto Alegre.

O argentino foi emprestado pelo CSKA por uma temporada. No Colorado, tenta recuperar a sequência perdida nos últimos dois anos. Precisará provar a Paulo Pezzolano e aos torcedores que pode preencher a lacuna deixada desde a saída de Fernando. Seu principal atributo é atuar à frente da zaga, destacando-se pela recuperação de bola e pelo início da construção de jogadas, mas sem aparecer tanto no ataque.

"É vertical. Joga como um volante central, mas pode jogar com outro ao lado, alguém que saia mais. Não pisa muito na área. É um cara que recupera muitas bolas e tenta ganhar no mano a mano com velocidade e força", afirmou Federico Ludmer, da Rádio La Red de Rosário, em matéria assinada pelo ge.

Villagra iniciou a trajetória no Rosario Central. O bom desempenho no Gigante de Arroyto chamou a atenção do Talleres, que desembolsou 1,3 milhão de dólares (6,8 milhões de reais na cotação da época) pelo jogador.

Tinha apenas 20 anos. Foi no clube de Córdoba que atingiu o auge da carreira. Inclusive, trabalhou com uma comissão técnica conhecida dos colorados. Villagra foi comandado por Alexander Cacique Medina, que tinha Jadson Viera como auxiliar. Atual técnico do Nacional, o brasileiro demonstra entusiasmo ao falar sobre as características do volante.

"É um excelente profissional, grande caráter. Atua como volante posicionado. Jogávamos com dois e era quem ficava mais. É muito interessante, um cabeça de área aguerrido e muito inteligente. Como pessoa, nota 10", declarou Jadson Viera.

O sucesso no Talleres fez o River gastar mais de 10 milhões de dólares (50 milhões de reais à época) em 2024. Villagra realizava o sonho de vestir a camisa do clube do coração. A expectativa em torno da contratação era enorme, tanto da diretoria quanto da torcida e do próprio volante. Em campo, entretanto, disputou apenas 36 partidas e nunca se consolidou como titular. Perdeu espaço com o retorno de Marcelo Gallardo ao comando técnico. Ainda esteve no centro de uma polêmica envolvendo a possível compra por um fundo de investimento americano, o que não se concretizou.

"É um protetor. Tem capacidade de recuperar a bola e a entrega (ao companheiro). No River, não esteve à altura da expectativa e investimento realizado. Tinha uma grande esperança, até por torcer pelo clube. Será uma das grandes frustrações da carreira por não ter rendido como desejava", revelou Gustavo Yarrovich, da Rádio La Red.

Sem sucesso com os investidores americanos, o River negociou o volante com o CSKA. O roteiro, embora em outro continente, mudou pouco. Villagra disputou apenas nove partidas pelo clube russo e sofreu uma lesão no joelho direito que o afastou por quase seis meses.

As dificuldades nas duas últimas experiências deixam em aberto qual Rodrigo Villagra o Inter realmente contratou. Há qualidade comprovada, mas incerteza se conseguirá repetir o rendimento de quando despontou no Talleres.

"É uma grande incógnita. Tem dinâmica, pressiona muito e com passe seguro na saída. Se for o Villagra de Talleres, um grande acerto. O mais recente, uma preocupação. Tem personalidade e resiliência para se recuperar", apostou Pablo Chiappetta, do Olé.

Os colorados torcem para que a versão apresentada no Talleres se sobressaia. Os gaúchos se comprometeram a desembolsar 400 mil euros (2,5 milhões de reais). Há uma obrigação de compra prevista caso o jogador atinja 60% das partidas na temporada. Neste cenário, o Inter precisará pagar mais 4,6 milhões de euros (28,71 milhões de reais). O CSKA manteria 10% dos direitos econômicos.

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