Reprodução / SportvMais uma vez, o Internacional deixou o Beira-Rio com gosto de derrota. Na noite desta segunda-feira, diante de um público superior a 37 mil pessoas, o Colorado ficou no 1 a 1 com o Santos e segue em situação delicada no Brasileirão. Com apenas 41 pontos e três partidas restantes, a equipe gaúcha está a somente três pontos do Z-4.
Apesar do tropeço, o técnico Ramón Díaz enxergou o melhor desempenho da equipe desde sua chegada, especialmente na etapa inicial. Justamente por isso, o treinador argentino deixou o gramado tomado por um sentimento de "indignação".
"Fizemos o melhor primeiro tempo desde que assumimos. Pressionamos, jogamos bem. Não é simples criar tantas chances e marcar só um gol. Peço tranquilidade aos atacantes, porque a pressão é enorme, ainda mais numa situação como essa", declarou o comandante.
Ramón destacou que a equipe fez de tudo, com exceção de converter o domínio em gols. "Impossível jogar melhor do que jogamos hoje. Criamos demais. Agora, precisamos balançar as redes. Nosso trabalho é transmitir tranquilidade para que, quando criamos tantas oportunidades, a gente consiga marcar", completou.
O treinador abordou ainda o peso psicológico da reta final. "Nesta fase decisiva, seja lutando pelo título ou fugindo do rebaixamento, a pressão é gigantesca para todos: imprensa, clubes e jogadores. Por isso é tão complicado ter clareza no momento da definição."
O Inter desperdiçou a chance de vencer com tranquilidade e pagou o preço da ineficiência. O Santos precisou de apenas uma tentativa de longa distância para silenciar o estádio e arrancar o empate. Ainda assim, Ramón manteve o discurso de confiança.
"O time dá esperança. Era um confronto complicado. Mas o Inter está vivo. Não está morto. Criou muito e deveria ter vencido. Vamos competir até o fim, porque temos caráter e a equipe joga. Podem ficar tranquilos que seguiremos trabalhando e lutando até a última rodada", assegurou.
Sobre o próximo desafio, contra o Vasco, o argentino traçou o objetivo: "Essa vai ser nossa meta: tentar matar o jogo e ter mais tranquilidade. É um campo difícil. Se mantivermos a intensidade e o volume, temos mais chances de vencer do que perder".
O auxiliar Emiliano Díaz compartilhou da frustração do pai e revelou bastidores que impactaram a escalação. Ricardo Mathias não treinou nos dias que antecederam a partida, o que levou a comissão a optar por Borré. "Não podemos expor todas as situações que acontecem. Mas o Mathias não treinou nem ontem nem anteontem. Ele poderia se machucar. Mas vai brigar pela posição no time", explicou.
Para Emiliano, a decepção é proporcional ao controle que o Colorado exerceu. "Estamos frustrados. No primeiro tempo estava tudo positivo. Deveríamos ter marcado mais um e seguir a festa. A atmosfera estava perfeita", lamentou.
Ele ressaltou que o Inter produziu o bastante para sair vitorioso. "Hoje foi frustrante. Jogamos muito, controlamos muito e criamos muito. Eles tiveram apenas uma chance, um chute de fora da área, e fizeram o gol. Mas temos mais três finais e vamos brigar até o fim. É difícil até de explicar um resultado assim".
O auxiliar também defendeu Borré, que desperdiçou oportunidades. "Temos que proteger o grupo pela questão de confiança. Não podemos apontar o dedo. A situação do Borré: ele vem de uma viagem. Chegou às 11h da manhã do dia do jogo. Estava tenso. Era jogo de vida ou morte. Ele foi homem. Pode errar. Vai superar a fase. Por algo o Inter pagou o que pagou. São momentos. Temos que cuidar o grupo. Diante da adversidade, não dá para apontar o dedo para um só."
Sobre o retorno de Sergio Rochet à meta, Emiliano explicou: "Anthoni teve uma lesão muscular. Fomos conversar com o Chino e ele se colocou à disposição. Acredito que precisaria de mais uma semana, mas era uma urgência. Tínhamos que colocá-lo".
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