Texto por Colaborador: A. Rother 18/10/2026 - 03:00

A temporada de 2026 caminha para se tornar mais um capítulo doloroso na história do Internacional. Com apenas sete rodadas restantes no Campeonato Brasileiro, o Colorado soma 32 pontos em 31 partidas, uma campanha que evidencia a incapacidade da equipe de apresentar resultados consistentes e aumenta o risco de um novo rebaixamento. O desempenho é tão preocupante que já supera, em determinados aspectos, o cenário vivido pelo clube em 2016, quando acabou caindo para a Série B.

Os números atuais são difíceis de ignorar: são apenas sete vitórias, 11 empates e 13 derrotas, com 33 gols marcados e 40 sofridos. O aproveitamento inferior a 35% traduz a dimensão do problema. Não se trata de uma sequência isolada de resultados ruins, mas de uma campanha marcada pela falta de regularidade e pela incapacidade de reagir em momentos decisivos.

A comparação com temporadas anteriores torna o quadro ainda mais alarmante. Tanto em 2016, ano do primeiro rebaixamento do Inter, quanto em 2025, a equipe havia conquistado 36 pontos depois de 31 rodadas. Agora, o time tem quatro pontos a menos na mesma altura da competição. A diferença reforça o tamanho do fracasso esportivo de 2026 e deixa a torcida diante de uma perspectiva preocupante.

A responsabilidade não pode ser atribuída somente aos jogadores ou à comissão técnica. A gestão de Alessandro Barcellos também precisa responder pelo cenário que se formou no Beira-Rio. O presidente está à frente do clube durante uma campanha que coloca novamente em risco a permanência na elite nacional, e a direção não pode se esquivar das cobranças diante de resultados tão ruins.

Sob o comando de Barcellos, o futebol profissional do Internacional já ultrapassou a marca de 100 derrotas. O dado, por si só, não explica todos os problemas do clube, mas ganha peso quando observado ao lado da campanha atual e da possibilidade de um novo rebaixamento. A sequência de resultados negativos levanta questionamentos sobre as decisões tomadas pela administração e sobre a capacidade de conduzir o departamento de futebol.

O Inter chega à reta final do Brasileirão pressionado pela tabela e pelos próprios erros acumulados ao longo da temporada. Com sete partidas pela frente, ainda há tempo para evitar o pior, mas a situação exige uma reação imediata dentro de campo e respostas da direção. Não basta transferir a responsabilidade para o elenco ou esperar que os resultados mudem por acaso.

A gestão de Alessandro Barcellos precisa ser cobrada pelo caminho que levou o clube a esse ponto. Uma instituição do tamanho do Internacional não pode tratar uma campanha tão ruim como um problema circunstancial, sobretudo depois de já ter vivido o trauma de cair para a segunda divisão. Se o Colorado voltar a ser rebaixado, será impossível separar o desastre esportivo das escolhas e dos erros cometidos pela administração atual.

 

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