Texto por Colaborador: Redação 13/02/2026 - 03:00

O Palmeiras venceu o Internacional por 3 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre, na quinta-feira (12), e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro 2026 com sete pontos. Após a partida, o técnico Abel Ferreira concedeu entrevista e não poupou críticas à arbitragem e ao calendário do futebol brasileiro.

O comandante português começou analisando a atuação da equipe na primeira etapa. "No primeiro tempo, entramos muito bem no jogo, tivemos logo quatro, cinco escanteios seguidos, tivemos, na minha opinião, foi o que eu vi na televisão, tivemos um pênalti claro em cima do Roque", afirmou.

Abel fez questão de deixar claro que sua fala não é apenas reclamação. "Eu sei o que eu falo, não é o primeiro, não é uma crítica, é uma constatação. Após o jogo contra o São Paulo, aquela gritaria toda, o Palmeiras não teve mais um pênalti, se acabaram. E foi claro o toque na perna do Roque", completou.

Os nove minutos de acréscimo concedidos pelo árbitro também geraram incômodo no treinador, que relacionou o tempo extra à sobrecarga física dos atletas. "Depois, nos últimos 10, 15 minutos, e o árbitro deu mais 9 de acréscimo, já não chega a quantidade de jogos, de viagens, e vocês começam a somar esses 10 minutos extras, vamos começar a fazer jogos - eu sei que vocês não têm que estar preocupados com isso, mas eu somo - quando chega ao final do mês, começa a ver o tempo de jogo de cada jogador", explicou.

"E se você começa a somar 10 minutos hoje, 10 amanhã, no final de quatro jogos tem 40 minutos a mais nas pernas, também ninguém quer saber disso, está certo, a responsabilidade é minha. Eu tenho que contabilizar isso. Mas é sempre difícil jogar aqui, uma equipe extremamente competitiva, porque sei que é gente de trabalho, de coragem, de esforço", finalizou esse raciocínio.

Sobre o duelo em si, Abel avaliou positivamente. "Fizemos um bom jogo, contra um time organizado, bem treinado. No fim, pelo que fizemos saímos com uma vitória difícil, mas merecida", disse.

O técnico também abordou a gestão do elenco e os desafios impostos pelo calendário brasileiro. "Vamos fazer gestão. No Brasil, pela intensidade, as viagens, a hora que chega em casa, a privação de sono, a recuperação física, é um detalhe que pouca gente", iniciou.

Abel explicou por que o Palmeiras não conseguiu manter a pressão nos minutos finais. "Por que nossa equipe nos últimos 10 ou 15 minutos não empurrou o adversário para trás? Por isso, o adversário descansou a equipe durante a semana, e nós há três dias tivemos um jogo intenso fisicamente e mentalmente, na casa de um grande adversário (Corinthians). Se eu rodo a equipe, iam falar que eu era maluco", justificou.

"Não tínhamos gasolina, porque ficou no último jogo. É difícil dizer quando e como e até onde vamos manter a consistência, porque há lesões, castigos, jogos. Nosso calendário é insano neste aspecto. Não sei até quando vamos sustentar, mas temos nossos processos para tomar as melhores decisões, para ter a equipe competitiva em todos os jogos e todas as competições", completou.

Por último, Abel fez um apelo para que os jogos aconteçam em horários mais cedo. A partida que encerrou a rodada na quinta-feira (12) fez com que o Palmeiras chegasse de madrugada a São Paulo, e o time volta a campo já no domingo (15).

"Se a CBF conseguir com carinho que a Globo faça os jogos mais cedo, para que eu não chegue às 4h da manhã em casa. Nós não vivemos em um país e sim em um continente que é o Brasil, daqui três dias vamos jogar de novo. A CBF já entendeu que tem que reduzir jogos e tem que prestar atenção no horário dos jogos", finalizou o treinador.

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