Texto por Colaborador: Redação 27/02/2026 - 03:00

O Inter optou por não cumprir o prazo estipulado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul para quitar uma dívida de quase R$ 34 milhões ao Grupo DIS, do empresário Delcir Sonda. O prazo venceu na quinta-feira (26). Segundo apurou a Zero Hora com a direção colorada, o clube prepara medidas jurídicas, como embargos, para contestar os valores — o que deve arrastar o caso pelos próximos meses, possivelmente além do mandato de Alessandro Barcellos. Não há risco imediato de penhora, segundo o SCI.

A dívida faz parte de um conjunto de quatro causas distintas movidas pelo ex-investidor, que cobra cerca de R$ 60 milhões no total. Uma delas envolve a contratação do meia D'Alessandro em 2008, que resultou na saída do ídolo de graça, em final de contrato, para o Nacional-URU em 2020. O valor original era de aproximadamente R$ 18 milhões, mas com juros e acréscimos chegou a mais de R$ 30 milhões.

Delcir Sonda financiou diversas contratações do Inter ao longo das últimas décadas, mas deixou de investir no clube nos anos mais recentes. A direção atual tentou uma reaproximação sem sucesso. Ele foi eleito conselheiro ao final de 2020 e concorreu na chapa de oposição em 2023, ao lado de Roberto Melo, derrotado por Barcellos na reeleição para o triênio 2025-2026.

Nos bastidores, outras fontes ligadas à direção colorada alimentam uma leitura política sobre o desfecho do caso: a crença é de que, após as eleições no clube no fim do ano, a dívida poderia ser simplesmente "esquecida" — sobretudo se um grupo ligado à oposição da atual gestão assumir o poder.

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