Texto por Colaborador: A. Rother 29/03/2026 - 04:30

Os dados do DataFut sobre o Brasileirão revelam um retrato preciso do paradoxo que define o Inter de Paulo Pezzolano: o time que mais cria é o que menos converte.

Em Gols Esperados (xG) por partida, o Colorado lidera a competição com 1,86 xG — o que significa que, pela qualidade das chances criadas, o time deveria marcar quase dois gols por jogo. Em Field Tilt, métrica que mede a posse de bola no terço ofensivo, o Inter também aparece no topo, com 59,45% — sinal de que o time passa boa parte do tempo jogando perto da área adversária.

O problema está na conversão. Em eficiência ofensiva — que compara os gols marcados com os gols esperados —, o Inter é o pior do campeonato. O Colorado marcou apenas 7 gols em 14,88 xG, resultando em uma eficiência negativa de -7,88. Ou seja: nenhum time desperdiça mais do que o Inter.

No aproveitamento de passes, o Colorado ocupa apenas o 12º lugar, com 82,13%. Vale o contexto: em 2015, esse percentual seria suficiente para liderar o campeonato — o Corinthians foi o recordista naquele ano com 83,4%, marca que hoje ficaria em 11º. No atual Brasileirão, 17 dos 20 clubes superam 80% de aproveitamento.

Nos cruzamentos com bola rolando, o Inter aparece na terceira posição em volume, com 16,88 tentativas por jogo. Mas o aproveitamento é um dos piores do campeonato — apenas 15,6% dos cruzamentos resultam em algo positivo.

O resumo estatístico é claro: o Inter domina, cria e chega — mas não marca.





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