Texto por Colaborador: A. Rother 05/11/2026 - 19:55

O STJD julgou as denúncias contra Alan Patrick, Alessandro Barcellos e o Internacional. O meia foi absolvido por unanimidade, assim como o clube. Já o presidente colorado recebeu uma punição de 30 dias de suspensão, além de multa de R$ 8 mil.

Os três haviam sido denunciados em diferentes artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Alan Patrick e Barcellos responderam ao artigo 243-F, que trata de ofensas à honra e prevê suspensão de um a seis jogos, além de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.

O Internacional, por sua vez, foi enquadrado no artigo 257, referente à participação em rixa, conflito ou tumulto. Nesse caso, a penalidade poderia chegar a R$ 20 mil, mas o clube também acabou absolvido por unanimidade.

A denúncia teve origem nos acontecimentos após a partida contra o Fluminense. Na ocasião, o Inter demonstrou forte insatisfação com a decisão da arbitragem de não expulsar o lateral Renê. Alan Patrick criticou publicamente a atuação de Lucas Casagrande em entrevista concedida à televisão ainda na saída de campo.

— Hoje, no meu ponto de vista, faltou personalidade do árbitro em dar o segundo cartão para o Renê. Nosso jogador ia sair cara a cara. Era uma falta clara para o cartão. Faltou culhão da parte dele em aplicar o segundo cartão. Teve mais alguns lances polêmicos. Mas agora não adianta a gente ficar aqui lamentando — declarou o jogador.

Apesar da manifestação, Alan Patrick não foi mencionado na súmula da partida. A situação foi diferente no caso de Alessandro Barcellos, que teve suas ofensas à arbitragem registradas pelo árbitro no documento oficial.

Segundo o relato, o presidente colorado foi identificado gritando e se dirigindo de maneira agressiva e repetida à equipe de arbitragem. A súmula descreveu as seguintes palavras: "Seu m\*, vai tomar no c\*, seu ladrão, era para expulsar. Vai tomar no c\*".

O Internacional também acabou denunciado porque houve o registro de que pessoas vestindo o uniforme do clube precisaram ser contidas pelos seguranças após a partida.

O entendimento do STJD foi baseado na previsão de que, quando não é possível identificar todos os envolvidos em uma briga, conflito ou tumulto, os clubes cujos atletas, treinadores, integrantes da comissão técnica, dirigentes ou funcionários tenham participado podem ser punidos com multa de até R$ 20 mil.

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