Texto por Colaborador: Redação 28/02/2026 - 01:00

A FGF reuniu, na noite desta sexta-feira, técnicos e capitães de Grêmio e Internacional no evento pré-jogo da final do Campeonato Gaúcho. Neste domingo, os rivais se encontram na Arena pelos primeiros 90 minutos da decisão. Em um clima de cordialidade e respeito, Luís Castro, Paulo Pezzolano, Arthur e Alan Patrick dividiram o mesmo palco para projetar o duelo pelo título gaúcho.

Castro foi questionado sobre as virtudes que enxerga no Inter e não poupou elogios: "É uma equipe que tem um jogo interior muito forte. Está aqui um dos representantes do corredor central, o Alan Patrick, que faz com que o Inter crie muitos problemas ao adversário. A forma como tem as profundidades bem trabalhadas nos corredores laterais em termos daquilo que é a profundidade que uma equipe deve ter. Tem outras virtudes mais e como certamente terá as suas fraquezas, como a minha tem as suas fraquezas."

O favoritismo foi outro tema inevitável. A pergunta já havia chegado ao ouvido do português após a vitória sobre o Atlético-MG, com Pezzolano tendo colocado a responsabilidade do lado gremista. Castro optou por não rebater a opinião do colega diretamente. Desta vez, perguntado de frente, não fez rodeios, mas contextualizou com a própria história. Lembrou de vitórias sobre o Real Madrid, de quando terminou à frente da Inter de Milão e de quando superou o Manchester City de Guardiola — sempre como azarão. Só então deu a sua resposta: "Para mim, não tem significado nenhum. Não ligo para quem é favorito e quem não é. Não me debruço e não emito opinião sobre quem é favorito. Para mim, sou sempre o favorito porque a minha paixão é grande pelo jogo."

O Grêmio levou 4 a 2 no Beira-Rio pouco mais de um mês atrás. A partida ficará na memória dos torcedores e nos números do clássico, mas para Castro é nada além de passado: "O futebol é um mundo de oportunidades, nos permite refletir, tomar decisões. Não se liga ao último nem ao próximo, o jogo é único. Focamos na missão do nosso jogo. Não adianta estarmos ancorados no que não esteve tão bem. Foi muito duro porque tem um significado muito grande."

Sobre o peso do primeiro jogo dos 180 minutos da decisão, Castro foi fundo na análise: "O que vai influenciar é a forma como nós olhamos depois de ter terminado o primeiro, como olhamos para o segundo. O primeiro jogo é tão importante como o segundo porque ele vai ser o somatório dos dois jogos. Mas ele vai influenciar fundamentalmente isso. A dimensão mental nas equipes e pode atirar para uma dimensão muito superior o estado anímico de uma equipe para abordar o segundo jogo ou pode diminuir um pouco esse estado anímico e poder-nos dar mais trabalho para ao longo da semana."

O técnico gremista não escondeu o impacto do 4 a 2, mas reforçou a capacidade de virar a página: "Não vamos esconder o impacto que teve, teve um impacto muito negativo em nós. Sabemos que o futebol é um mundo de oportunidades. A vida é um mundo de oportunidades e o futebol é um mundo de oportunidades. É sempre, e para além de tudo isto, um jogo tem a sua especificidade muito própria. Não se liga nem ao último, nem se liga ao próximo. O jogo é único. E quando o jogo é único nós focamos totalmente, eu e os meus jogadores, naquilo que é a nossa missão nesse jogo. Não adianta estarmos ancorados àquilo que não esteve tão bem. Eu ancorei-me no que não esteve tão bem quando tive que refletir para depois tomar decisões a partir do momento que tomo decisões em função daquilo que foi a minha reflexão. O futebol é como na vida. O futebol é um espelho da vida. O futebol, quando nos corre mal, ficamos para baixo. Quando nos corre bem, ficamos para cima."

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