Texto por Colaborador: A. Rother 29/10/2026 - 04:00

Vagner Martins atribuiu à arbitragem a maior responsabilidade pela derrota do Internacional por 2 a 1 para o Fluminense, mas também criticou as decisões de Eduardo Baptista. Em análise publicada em seu canal no YouTube, o jornalista questionou a ausência de Mercado, Villagra e Vitinho entre os titulares e avaliou que o treinador abriu mão de jogadores que haviam demonstrado qualidade nos primeiros compromissos sob seu comando.

Para Vagner, o Colorado deveria ter deixado o Rio de Janeiro com a vitória. Ele considerou que a atuação da arbitragem foi determinante para o resultado, especialmente pela não expulsão de Renê, mas apontou que as escolhas do técnico contribuíram para uma atuação pouco ofensiva no primeiro tempo.

“Atribuo a maior responsabilidade à arbitragem, a um árbitro inexperiente, sem espinha dorsal e covarde, que não tem coragem, como disse Alan Patrick, de apitar um jogo da Série A do Campeonato Brasileiro”, afirmou.

O comentarista, no entanto, reconheceu que Eduardo Baptista também teve responsabilidade pelo desempenho colorado. Sua principal crítica foi a decisão de deixar fora da equipe três jogadores que, na avaliação dele, tinham condições de começar a partida: Mercado, Villagra e Vitinho.

Vagner lembrou que Mercado e Vitinho vinham apresentando boas atuações desde a chegada do treinador. O atacante havia marcado contra Corinthians e Grêmio e também teve bom desempenho diante do Mirassol, mesmo com o Inter em inferioridade numérica. Ele cumpriu suspensão no compromisso anterior, quando o Colorado venceu por 3 a 0.

Na avaliação do jornalista, a equipe passou os primeiros 45 minutos praticamente sem ameaçar o Fluminense, limitando-se a defender. Ele ressaltou que o adversário teve pouca inspiração e não representou uma ameaça constante, mas o Inter não conseguiu recuperar a bola com a mesma intensidade nem construir transições ofensivas eficientes.

“Hoje o Villagra fez falta por 45 ou 60 minutos, porque entrou depois. Ele fez falta”, argumentou Vagner, ao explicar por que discordava das escolhas do treinador.

O comentarista também contestou a avaliação de que Ronaldo teria feito uma boa partida. Durante o debate pós-jogo com Léo Oliveira, questionou o que o volante havia produzido além da marcação e dos passes para trás. Para Vagner, cumprir a função defensiva não é suficiente para caracterizar uma boa atuação, especialmente em uma partida na qual o Internacional saiu derrotado.

“Ele marca, e daí? Ele é volante de origem, é um bom marcador, claro. Isso é jogar bem? Isso é fazer um bom jogo?”, questionou.

**Vagner questiona postura de Eduardo Baptista**

A principal crítica de Vagner Martins foi a decisão de Eduardo Baptista de deixar fora da escalação jogadores que haviam sido escolhidos pelo próprio técnico como boas opções para suas posições. O jornalista observou que Mercado, Villagra e Vitinho retornaram após cumprir suspensão, mas não recuperaram imediatamente seus lugares na equipe.

Segundo ele, ao assumir o comando, Baptista havia optado por esses jogadores em detrimento de Maripán, Ronaldo e Bernabei. Por isso, Vagner questionou a mudança de critério justamente após os atletas voltarem a ficar disponíveis.

A avaliação sobre Mercado, entretanto, teve uma ressalva. Vagner afirmou que não teria começado a partida com o zagueiro e considerou compreensível a escolha inicial por Maripán, levando em conta o contexto e o desempenho apresentado anteriormente. Ainda assim, classificou Mercado como o melhor defensor do Internacional.

O comentarista também reconheceu que Maripán teve uma falha defensiva no segundo gol do Fluminense, ao permitir que o adversário avançasse. Para ele, porém, o problema principal não se resume ao erro individual, mas à perda de qualidade provocada pelas escolhas para a escalação inicial, especialmente no meio-campo e no ataque.

“Se tu começa o jogo com Villagra e Vitinho, principalmente, tu tem mais qualidade para pelo menos ameaçar e fazer o que o Inter fez para ele, Eduardo Baptista, nos primeiros jogos: sair na frente”, avaliou.

Vagner recordou que o Colorado abriu o placar contra Corinthians e Grêmio, virou o confronto com o Mirassol sem sofrer gols e mesmo com um jogador a menos, além de ter dominado o Botafogo no primeiro tempo e também marcado primeiro. Para ele, o Inter abandonou características que haviam funcionado anteriormente.

O jornalista, porém, fez questão de ressaltar que não defende a saída de Eduardo Baptista. Reconheceu que seu tom nas críticas após o jogo pode ter sido excessivo, mas manteve a avaliação de que o treinador errou nas escolhas.

“Eduardo Baptista errou. E tem um lado positivo nisso. Espero que sirva de lição, que ele leve isso como uma lição”, afirmou.

Com cinco rodadas restantes no Campeonato Brasileiro, Vagner ponderou que o elenco colorado tem limitações e não permite tantas experiências. Na visão dele, o grupo é o mesmo que colocou o Internacional na zona de rebaixamento, embora também tenha conseguido tirar a equipe dessa situação.

O comentarista questionou se o elenco tem qualidade suficiente para continuar disputando partidas no limite e superar eventuais erros de arbitragem. Nesse cenário, defendeu que o treinador não pode abrir mão dos jogadores que considera melhores.

“A Lei Guerrinha, talvez a número um: os melhores jogam. E hoje o Eduardo Baptista escolheu os piores para jogar”, declarou, reforçando sua crítica à escalação.

**Arbitragem foi determinante, afirma jornalista**

Apesar das ressalvas ao técnico e ao desempenho colorado, Vagner reiterou que a principal responsabilidade pela derrota foi do árbitro. Para ele, Renê deveria ter recebido o segundo cartão amarelo e sido expulso quando o Inter vencia por 1 a 0.

Na avaliação do jornalista, a partida poderia ter seguido outro rumo se o Fluminense tivesse ficado com um jogador a menos. Ele reconheceu que o adversário ainda poderia encontrar uma oportunidade para marcar, mas considerou que a tendência seria favorável ao Internacional.

“Quem é responsável pela derrota do Inter é o árbitro. O Inter perdeu o jogo pela arbitragem. Estava 1 a 0 e o Renê deveria ter sido expulso. Dez contra 11”, afirmou.

Vagner avaliou que a decisão do árbitro e as escolhas de Eduardo Baptista foram os dois fatores centrais para o resultado, embora tenha estabelecido uma diferença clara entre as responsabilidades: a arbitragem teve o maior peso, enquanto a escalação impediu que o Colorado apresentasse seu melhor futebol durante os primeiros 45 minutos.

O cenário na tabela também preocupa. Segundo o jornalista, o Internacional ainda precisa conquistar três vitórias em casa para alcançar seu objetivo na reta final do campeonato. Por isso, defendeu que o grupo absorva as lições da derrota e volte a apoiar as decisões do treinador no próximo compromisso.

“Vamos levar essa lição para o jogo contra o Coritiba e vamos todos apoiar novamente as decisões do treinador, porque tenho certeza de que ele não vai cometer esse erro outra vez”, disse.

Vagner encerrou a análise convocando os torcedores a comparecerem ao Beira-Rio para apoiar a equipe diante do Coritiba. Para ele, o Inter não pode desperdiçar oportunidades nesta fase decisiva da temporada.

Ao final, o jornalista também prestou homenagem a Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, colega e amigo cuja morte tornou o dia especialmente difícil para os profissionais do Grupo RBS e da Rádio Gaúcha. Vagner relatou o impacto da notícia, as homenagens realizadas ao longo da programação e o encontro com os familiares após o Sala de Redação.

“Descansa em paz, velho Guerra. Foi muito difícil hoje e vai ser muito difícil daqui para frente, sem a tua presença e os teus ensinamentos diários”, declarou. Ele encerrou a homenagem reconhecendo que, mesmo convivendo diariamente com os ensinamentos de Guerrinha, nem sempre conseguiu aprender tudo o que o colega tinha a transmitir.

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