Texto por Colaborador: A. Rother 15/07/2026 - 14:00

Segundo informações apuradas pelo jornalista Lucas Katsurayama, do GZH, o Inter se prepara para apresentar ao Conselho Deliberativo alternativas para enfrentar a delicada situação financeira do clube. A ideia é que, ainda em julho, os grupos de estudos formados em 2025 levem propostas para análise dos conselheiros, embora a data da reunião não esteja confirmada.

Em agosto de 2025, o Inter havia anunciado a criação de uma comissão especial e de um comitê técnico para estruturar alternativas de futuro. Entre os nomes envolvidos estavam dirigentes e ex-presidentes como Alessandro Barcellos, Marcelo Medeiros, Pedro Paulo Záchia e Sérgio Juchem, além de especialistas como Aod Cunha e Carlos Rossi. O ex-presidente Fernando Carvalho chegou a integrar a comissão, mas se afastou por motivos pessoais e profissionais.

Para aprofundar o estudo, o clube contratou a consultoria Alvarez & Marsal, especializada em recuperação empresarial. O levantamento apontou que o Inter precisaria de um processo de até nove anos para equilibrar suas contas, reduzir dívidas e voltar a investir de forma competitiva. A consultoria sugeriu inicialmente medidas como recuperação judicial ou adesão ao Regime Centralizado de Execuções, além de mudanças estatutárias para fortalecer profissionais contratados em detrimento de dirigentes eleitos.

No entanto, segundo apuração da Zero Hora, essas recomendações não devem ser acolhidas na totalidade. A recuperação judicial, por exemplo, preocupa pela perda de credibilidade, e a alteração de governança não deve avançar neste momento. A prioridade imediata é atacar a dívida e organizar as finanças.

O plano elaborado prevê três etapas: primeiro, enfrentar a dívida; depois, aumentar receitas e reduzir passivos; e, por fim, discutir a transformação em SAF (Sociedade Anônima do Futebol), quando o clube estiver mais saudável financeiramente.

Nos próximos dias, o Conselho Deliberativo será convocado para conhecer as propostas e debater os caminhos possíveis. A tendência é que a SAF seja tratada como um debate futuro, enquanto medidas mais urgentes de ajuste financeiro sejam priorizadas.

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