Texto por Colaborador: A. Rother 06/09/2026 - 18:59

Em meio a uma das situações mais críticas do Inter nos últimos anos, tanto dentro quanto fora de campo, movimentos de oposição protocolaram no Conselho Deliberativo um pedido para a realização de uma reunião extraordinária em até 48 horas. A intenção é discutir o futuro político do clube e buscar mudanças imediatas no departamento de futebol. Entre os nomes mais contestados estão Paulo Pezzolano e Fabinho Soldado, enquanto Alessandro Barcellos também aparece entre os principais alvos das manifestações.

Grupos de oposição encaminharam o pedido ao presidente do Conselho Deliberativo para que a reunião seja realizada e decisões sejam tomadas diante da crise. Não está descartada, inclusive, uma união entre diferentes movimentos com o objetivo de retirar Barcellos da presidência. Entre as pautas estão justamente a situação do atual presidente, de Fabinho Soldado e de Paulo Pezzolano.

Fora dos gabinetes, a revolta da torcida também chegou ao limite. A derrota para o Santos, somada à eliminação para o Grêmio durante a semana, provocou novos protestos no Beira-Rio e até uma tentativa de invasão em uma área utilizada pelos jogadores para deixar o estádio. Seguranças do clube e a Brigada Militar precisaram intervir para impedir o avanço dos torcedores.

Um grupo de colorados se concentrou na passarela que passa sobre o estacionamento do Beira-Rio e é utilizada pelos atletas para deixar o estádio. O portão dá acesso à área do Coração do Gigante, espaço localizado na região central das arquibancadas. Os torcedores forçaram a entrada, mas os seguranças conseguiram impedir o acesso e fechar o portão.

Também houve confusão no pátio do estádio, com gradis derrubados e intervenção da Brigada Militar. O Batalhão de Choque foi acionado para isolar o perímetro e controlar a situação.

O principal alvo dos protestos foi Alessandro Barcellos. O presidente foi muito xingado durante a partida e ouviu dos torcedores pedidos de renúncia. Depois da derrota por 3 a 2 para o Santos, as manifestações contra o dirigente se intensificaram, com a torcida pedindo sua saída três meses antes do encerramento do mandato.

A pressão também ganhou uma promessa de continuidade. Bruno, integrante da Camisa 12, afirmou ao canal de Alexandre Ernst que as torcidas pretendem se unir e manter os protestos diariamente até que Barcellos deixe o cargo.

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