Texto por Colaborador: Redação 07/02/2026 - 14:00

O jornalista Fabiano Baldasso avaliou de forma positiva o início do trabalho de Paulo Pezzolano no Inter e destacou o repertório tático apresentado pelo treinador uruguaio nas primeiras partidas da temporada. Para ele, o empate em 1 a 1 com o Flamengo, no Maracanã, serviu como mais um exemplo da leitura de jogo e da capacidade de adaptação do técnico.

Segundo Baldasso, Pezzolano tem mostrado estratégias diferentes de acordo com o adversário, sem abrir mão das principais características da equipe. Ele citou o Gre-Nal e o confronto diante do Flamengo como exemplos claros dessa variação.

“O Pezzolano tem uma boa estratégia de jogo. No Gre-Nal, foi uma estratégia. Contra o Flamengo, outra. Aí vem um ponto importante. Eu tenho um treinador que, embora não tire as principais características do time, consegue enfrentar de igual para igual os adversários. O Inter estabeleceu estratégia de jogo contra o Flamengo. Em alguns momentos, marcou pressão e roubou a bola do adversário. Mas, pela qualidade que tem, o Flamengo também empurraria o Inter para trás. E ele estava preparado para isso também com saídas rápidas.”

Para o jornalista, essa leitura de jogo mostra que o Inter hoje conta com um treinador capaz de ajustar o time durante as partidas, algo que não vinha acontecendo anteriormente.

“Então, hoje nós temos um treinador que vê o jogo e que tem um leque de variações táticas.”

Baldasso também chamou atenção para o rendimento de jogadores que vinham sendo criticados e que passaram a render melhor com o time mais organizado.

“E entra outro ponto: jogadores criticados como Victor Gabriel e Ronaldo foram muito bem. Ronaldo é um dos melhores da temporada. E a gente botava ele no mesmo balaio do Benítez e do Clayton Sampaio. Quando o time é organizado, o médio fica bom.”

Na comparação com a temporada passada, o comentarista apontou uma mudança clara de postura, mesmo com um elenco muito parecido.

“Se eu for pensar no ano passado e comparar com o que aconteceu com o mesmo grupo, era um time que saía levando 2, 3×0 e não reagia, mas agora passamos para um time que morde os 90 minutos.”

Por fim, Baldasso citou Carbonero como símbolo dessa intensidade maior do Inter sob o comando de Pezzolano.

“Vejam o que é o Carbonero. Evidentemente que tem o dedo do Abel, mas a ideia do Pezzolano faz o time morder o tempo todo.”

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