Texto por Colaborador: Redação 01/06/2023 - 05:48

Com um time inqualificável, o Internacional encerrou o desastroso - e decisivo - mês de maio como tem sido regra nos últimos anos de Alessandro Barcellos: com fiascos, vexames.

Tempos atrás grande parte da torcida se mostrava revoltada com a falta de liderança nos vice-campeonatos de vários torneios - seja Gauchão, Copa do Brasil ou Série A - atualmente, no entanto, não chegamos nem nas finais, muito menos semifinais ou sequer avançamos de fase. Semanas atrás suamos "sangue" para bater o CSA, lanterna da Copa Nordeste.

Há momentos em que escrever racionalmente a enormidade de erros não resolve mais, a frustração e a falta de ânimo até para reclamar se esvai... O Internacional nesta quarta-feira (31) desabou mais uma vez para um time que é menos em tudo, o que tem sido regra sob o comando de Alessandro Barcellos: desta vez não perdemos para o Grêmio recém campeão, mas para o rebaixado. Desta vez não fomos superados pelo Athletico-PR, Flamengo, mas para equipes abaixo da Série C, como Globo, Vitória, Caxias, Melgar, Olímpia... estamos tão acostumados a PERDER que, mesmo após MAIS um FIASCO inaudito em seu próprio estádio, as declarações do mandatário máximo vermelho ou do treinador são de absoluta e total resignação. Acostumados ao fracasso, naturalizam tudo com citações vazias, na mísera tentativa de justificar como um planejamento pode dar tão errado em nem 6 meses de temporada.

Que o SCI é dirigido por amadores, todos nós já sabemos, no entanto, restam ainda mais 6 meses de risco total. Libertadores, da forma como anda a carruagem, é uma miragem. Se perder em Montevideo o SCI provavelmente terá que repetir uma vitória sobre o DIM em casa, justo o melhor time do grupo até aqui no quesito rendimento. Mas vamos falar sério aqui? O atual elenco alvirrubro - se tivesse com qualquer outra camisa - seria considerado de porte de Série B. 

Somente uma torcida muito apaixonada pode acreditar que perebas ao nível de Alemão, Igor Gomes, Romulo, Gustavo Campanharo, Johnny, Jean Dias, Thauan Lara, Lucas Ramos, Baralhas e Estevão poderia ser suficiente para vencer qualquer adversário, ainda mais sem parâmentos elementares, como a falta de PREPARO físico. 

Nesse sentido, o pior que pode acontecer para uma torcida é a indiferença. Em muitos anos da década de 90 tivemos esse sentimento. A indiferença surge quando não há qualquer expectativa ou esperança de melhora. A atual gestão simplesmente acabou, não tem mais nenhum crédito, enquanto o mínimo que precisarão fazer é tentar não derrubar o clube, o último fiasco pendente no check-up de humilhações. 

Justamente por isso foi tocante ver um estádio empurrando um time inqualificável, que mesmo quando abriu o 3 a 0 de vantagem, 99,9% dos colorados estavam cientes de que o gol mineiro era questão de tempo, com a cobrança de penalidades sugerindo um quadro repetido de decepção. 

No fim, qual opção temos? Largar o clube de mão? Não temos pretensão de dizer como cada um deve agir, mas uma dica que pode ajudar é estar ciente da fragilidade de um plantel bisonhamente mal planejado. O que se salva? é a torcida, que fez a maior festa entre todos os 16 clubes das oitavas de final da Copa do Brasil, e pelo menos esse orgulho não podem nos tirar. 

Nossa equipe já passou pela desastrosa década de 90, início de 2000 (e foram bastantes difíceis) e muitos daqueles momentos pareciam imensamente piores que os atuais. Mesmo nestes altos e baixos - que atualmente tem sido só baixos - podemos constatar que no futebol as coisas mudam rápido. E enquanto o SCI tiver uma torcida dessas, o clube sempre estará pronto para se reerguer. 

EDITORIAL

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