Texto por Colaborador: Redação 09/05/2022 - 02:08

O Internacional faz uma campanha de recuperação sob a tutela de Mano Menezes. Após meses de atraso e "largado às traças", a equipe vagarosamente - mesmo sem nenhum tempo de treinamento e praticamente na base da conversa - tem demonstrado valências mínimas como consistência, organização defensiva e maior competitividade, dando lastro para que possa somar alguns pontinhos e se manter vivo na Sul-Americana, algo que era praticamente impensável com Alexander Medina.

O discurso de temor pelo rebaixamento mudou e agora passa a ser pela briga pelo pelotão de frente. No entanto, assim como nas últimas temporadas, temos "bala na agulha" para tanto?

A tão falada "remodelação" do elenco foi completa. O Inter é um time novo de 2021 para cá, com os poucos resquícios - Moledo, Dourado, Edenílson, etc - já sendo inexpressivos no "fracasso ou sucesso" das partidas, por mais que se tente forçar essa barra, não dá 15% da equipe. A direção até agiu bem no mercado, trazendo nomes interessantes como Mendez, Vitão, Bustos, Renê, Wanderson, De Pena... mas no miolo do ataque? bom, é aí que o problema engrossa.

Após ter recentemente nomes do quilate de Guerrero, Nico Lopez (que diga-se passagem nem é grande coisa, mas hoje seria muit útil), Yuri Alberto, Abel Hernandez ou até de um Galhardo, estamos dependentes de apostas ou jogadores sem poder de decisão ou qualidade para somar no último terço mesmo tendo, em contrapartida, alas/ofensivos mais habilidosos como Wanderson, Taison, De Pena. Basicamente, portanto, "invertemos" o problema como que andando em círculos, já que em temporadas passadas possuíamos melhores definidores mas faltava talento para se quebrar as linhas e fomentar as chances de perigo.

Se defensivamente a equipe já se estruturou, no extremo inverso fica difícil projetar como (sem meios para tal) o novo técnico vermelho conseguirá fazer deste plantel uma equipe que possa incomodar de fato a turma de cima. Aliás, é justamente por termos um esforçado e aguerrido Alemão como titular que se evidencia o erro de planejamento do clube: risíveis três gols de Maurício, Taison e Alemão já os colocam entre os máximos goleadores do elenco em todo 2022. Apenas na Série A, Leo Gamalho, já tem 4, em 3 jogos.

Temos um bom time a nível de Brasil em quase todos os setores menos na "centroavância". A longo prazo Mano provavelmente deverá melhorar ainda mais o repertório da equipe, sobretudo nos próximos meses com tempo de trabalho, ainda assim, poderá pagar o pato por uma insufiência que não é sua. Agora, ao contrário da Era Medina, os jogos serão contra adversários de alto calibre e os detalhes contam muito mais... Somos um time para vencer de 1 a 0 sempre, se muito. 

Para pensar e refletir!

Boa semana coloradagem e que venha o "Timão"!

EDITORIAL

 

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