Texto por Colaborador: Redação 06/03/2023 - 06:42

Um dos administradores e colunistas do site, Alan Rother, avaliou o revés alvirrubro no GreNal válido pela 10° rodada do Gauchão. Tal qual muitos colorados, as palavras são ácidas e de clara preocupação com o que tem sido demonstrado pelo Internacional neste início de ano. Confira seu ponto de vista: 

"Uma atuação que traduz o 2023 do atual time do Inter: uma carroça para jogar futebol, um remendo em campo, com praticamente nenhuma solução coletiva. Os responsáveis? o técnico Mano Menezes pela falta de soluções e estratégias duvidosas e, claro, a direção.

Após "dar liga" no segundo semestre em 2022 e ficar perto de dar um salto de qualidade, a gestão colorada resolveu mandar embora, tudo de uma vez só, um time INTEIRO, com alguns nomes de qualidade ou gabarito sem mínima reposição. Nesse aspecto, baixou a concorrência interna e o que se viu? uma equipe extremamente acomodada, que não joga nem perto do seu máximo. Assim, o que se testemunhou na Arena foi um filme repetido em todos os jogos do ano: nenhuma capacidade de transição com a bola, zero triangulações/inversões, raro jogo coletivo minimamente consistente, marcação pressão? não vimos NENHUMA vez em 90 min. O Inter virou um time acomodado, que decidiu todos os jogos - na famigerada campanha registrada até aqui - em soluções individuais. Quanto o coletivo não se sobressai, todo mundo começa a afundar, sobretudo as peças mais limitadas.

Já em relação ao clássico em si, é surreal, revoltante e IRRITANTE ver que só tinha UMA equipe que precisava vencer no domingo: era o Inter, já que teria alguma chance de decidir as finais em casa. Pensando justamente o contrário, o técnico Mano Menezes abdicou completamente de jogar, beneficiou o jogo de meio campo gremista e recuou por completo a equipe, acomodando a meia cancha tricolor com total despreocupação no setor defensivo. Eles foram avançando cada vez mais, totalmente tranquilos no extremo oposto, já que o SCI era um VAZIO entre os volantes e quase nulo no setor ofensivo. Pra piorar, PH tinha que tentar segurar a bola contra Kanemman, que tem o dobro do seu tamanho. 

Antes do GreNal 438 deste fim de semana, praticamente todas as mídias davam o time alvirrubro como superior no mano a mano. Isso significa algo, de que o Inter tinha e deveria ter tido uma postura a altura. Não enfrentávamos um Flamengo ou Palmeiras, mas um bom time, em construção, que precisava ser respeitado, jamais temido. Mas não, desde o apito inicial a postura vermelha foi de entrar buscando o empate, ofertando a bola e somente especular nos contra-ataques. Tal tática, sozinha e se não complementada por outras fases de jogo, é um tiro no pé, e foi isso que se viu: o Grêmio deitou e rolou, poderia ter feito 2 a 0 antes e matado o jogo, conquistando uma merecida vitória, já que foi a única equipe que tentou vencer tática e animicamente. 

Mas e o Internacional? seguiu seu baixo padrão de fazer nada em 2023, nem mesmo contra as equipes do interior. As respostas de Mano nas coletivas? genéricas, debochadas, com zero objetividade, muito diferente do que se viu em 2022, por exemplo.

Infelizmente, se seguirmos nessa mediocridade, o Gauchão corre sérios riscos, isso sem falar da Libertadores. Com mais de 4 meses para se reforçar, a direção - repetindo a incompetência de anos anteriores - arrisca um elenco insuficiente e com chegadas em cima da hora, quando muito. Mas é gauchão ainda, o XI titular já tinha obrigação de mais. Portanto, o SCI novamente abriu a temporada com total obrigação de vencer o Estadual, mas em tão pouco tempo já começa a dar sinais de preocupação extrema. É hora de agir e intervir."

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